Tecnologia Assistiva para ajudar na qualidade de vida de deficientes no Amazonas
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Edital visa estimular criadores de
“invenções” que visem melhoria da qualidade de vida dos portadores de
deficiência
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| Lançamento reuniu representantes da sociedade e pessoas com deficiência na Assembleia Legislativa na manhã dessa terça (17); programa faz parte do “Viver Melhor” |
Aproximadamente 400 mil pessoas no
Amazonas tem alguma forma de deficiência física e encontram
obstáculos na sociedade, que não está preparada para conviver com essas
diferenças. A informação foi divulgada no mês de abril na Assembleia
Legislativa do Estado do Amazonas (ALE), durante o lançamento do edital do
programa de Apoio à Pesquisa para o Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva
(Viver Melhor/Pró-Assistir), que estimula o surgimento de produtos, métodos e
processos de ajuda à qualidade de vida dos deficientes.
De acordo com a coordenadora de
trabalhos de estruturação do Centro Nacional de Referência de Tecnologia Assistiva
(CNRTA), Fabiana Bonilha, a sociedade “não é sensível às diferenças”. “Conviver
com as diferenças, com as adversidades é difícil. Então, a sociedade vai
criando barreiras, como no mercado de trabalho, onde os deficientes são
inseridos pela sua deficiência e não pela sua potencialidade”, destacou ela,
que, também, é deficiente visual.
A coordenadora do CNRTA ressaltou
também, que os deficientes visual, auditivo e físico, devem romper todos os
obstáculos que possam surgir.
“O mais importante é que a gente não
pode ficar nas barreiras e transformar os obstáculos em pontes, focalizando o
potencial das pessoas deficientes”.
Educação
Outro ponto observado por Fabiana foi o fato de muitas escolas receberem deficientes “por força de lei”, mas não oferecem estrutura e metodologia de ensino compatíveis com as necessidades deles.
Outro ponto observado por Fabiana foi o fato de muitas escolas receberem deficientes “por força de lei”, mas não oferecem estrutura e metodologia de ensino compatíveis com as necessidades deles.
“Isso são barreiras de atitudes, quando
você não prepara a escola ou qualquer outro local para o deficiente. Primeiro,
você está preocupado com o cumprimento da lei e só muito tempo depois, você se
preocupa com a acessibilidade das pessoas”, concluiu.
Segundo a pesquisadora e doutora da
Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Marlene Araújo de Faria, a Tecnologia
Assistiva desenvolve produtos e processos para as pessoas com deficiências,
conseguindo inseri-los na sociedade e melhorando a qualidade de vida deles.
“Assim os limites são minimizados”.
Segundo o secretário estadual de
Ciência e Tecnologia, Odenildo Sena, o edital do programa vai “desentocar”
muitos inventores anônimos que, com suas ideias, vão proporcionar qualidade de
vida aos deficientes.
Fonte: A Critica

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