Procedimento usa células do cordão umbilical para tratar doenças neurológicas
Compartilhe
![]() |
|
Carol Marchetto
(a esq.) e Mo Li, pesquisadores envolvidos no estudo
|
Pesquisadores do Salk Institute for Biological Studies
desenvolveram procedimento que usa proteína encontrada no cordão umbilical no
tratamento de ampla variedade de condições neurológicas, incluindo AVC,
traumatismo craniano e lesão
medular.
Os cientistas criaram um
protocolo que demonstra que essas proteínas, encontradas na mesoderme (camada
média de células embrionárias), podem ser transferidas para as células
ectodérmicas (na camada externa do cérebro) de onde surgem os nervos do cérebro
e coluna. “Este estudo mostra, pela primeira vez, a conversão direta de uma
população pura de células sanguíneas humanas da medula em células de linhagem
neural pela expressão forçada de um fator de transcrição único”, diz o
professor Juan Carlos Izpisúa Belmonte, líder da equipe de pesquisa.
Os investigadores usaram um
rerovírus, que atua como um interruptor no desenvolvimento neural, em células
do cordão umbilical (CB). Após o cultivo em laboratório, eles descobriram
colônias de células que expressam marcadores neuronais. Usando uma variedade de
testes, eles determinaram que as novas células, chamadas de células neurais
induzidas (INC), poderiam transmitir impulsos elétricos, assemelhando-se a
neurônios maduros e funcionais. Além disso, eles transferiram as células para
um cérebro de rato e descobriram que elas, integradas à rede neural do animal,
eram capazes de transmitir sinais elétricos.
Para a co-autora do estudo,
pesquisadora Alessandra Giorgetti, ” células do cordão oferecem uma série de
vantagens sobre outros tipos de células-tronco. Em primeiro lugar, elas não
embrionárias e, portanto, não geram controvérsia. São mais flexíveis, do que as
células-tronco de adultos, extraídas a partir de fontes como a medula óssea, o
que pode torná-las mais fáceis de serem convertidas em linhagens celulares
específicas. A coleta de células CB é segura, indolor, não apresenta nenhum
risco para o doador, e podem ser armazenadas nos bancos de sangue para
posterior utilização” , finaliza.
“Se o nosso protocolo for
desenvolvido em uma aplicação clínica, poderia ajudar em futuras terapias de
reposição celular”, diz Mo Li, também co-autor do artigo.
Fonte: ISaúde

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seu Comentário é muito importante para nós.