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Dupla de cadeirantes celebra prêmio com apresentação de street dance no palco do 'The Wall'

Dupla de cadeirantes celebra prêmio com apresentação de street dance no palco do 'The Wall'

Carla e Mariana zeram na parede, mas assinatura do contrato garante mais de R$ 23 mil para a dupla, que faz parte de uma companhia de dança para pessoas em cadeiras de rodas

As amigas dançaram e se divertiram no palco do 'Caldeirão' — Foto: Globo

Carla, de 38 anos, e Mariana, de 27, são de Brasília (DF) e amam dançar. As duas fazem parte de uma companhia de dança, inclusive. Só tem um detalhe: ambas são cadeirantes e não têm movimento nas pernas. Uma história de superação e amor pela arte tomou conta do The Wall no Caldeirão do Huck.
As duas perderam o movimento nas pernas no decorrer da vida. Carla teve um sangramento espontâneo na medula e chegou a ficar tetraplégica na época, mas acabou superando a doença e voltou a movimentar a parte superior do corpo. Mariana sofreu um acidente de carro.

Elas entraram na disputa contra a parede por causa da iniciativa Street Cadeirante, em que pessoas em cadeiras de rodas têm aula de street dance. "Pela dança consigo me expressar muito. Me sinto muito mais viva, muito mais mulher, muito mais feliz", contou Mariana durante o quadro. A ideia era investir o valor do prêmio nesse projeto.

Depois de uma disputa que parecia estar se encaminhando para um bom prêmio na parede, Carla viu as três últimas bolas vermelhas reduzirem a zero o saldo. E, então, Mariana apareceu para salvar a dupla: ela decidiu assinar o contrato, garantindo um valor de R$ 23.342 para o Street Cadeirante.

Nesse momento de celebração e alívio, nada melhor do que comemorar fazendo o que elas mais amam. Carla e Mariana transformaram o palco do The Wall em pista de dança e finalizaram o episódio deste sábado da melhor maneira possível: mostrando que nada é impossível.

O 'The Wall' foi gravado antes da quarentena e do distanciamento social recomendados pela Organização Mundial de Saúde devido à pandemia do coronavírus, que causa a doença covid-19. O programa segue todas as orientações dos órgãos de saúde.

Veja o vídeo clicando aqui.

Fonte: GShow
Associação Fernanda Bianchini comemora 25 anos

Associação Fernanda Bianchini comemora 25 anos

Associação Fernanda Bianchini comemora 25 anos e anuncia construção de sede própria

Associação Fernanda Bianchini

Hoje, localizada no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, a AFB atende aproximadamente a 500 alunos, dos 3 anos até a Terceira Idade, com diferentes deficiências e propósitos gratuitamente, de segunda a sábado, com aulas de Ballet Clássico, Contemporâneo e Sobre Rodas, Dança de Salão e do Ventre, sessões de Fisioterapia, Musicalização, Pilates, Sapateado e Teatro.

Curso de formação a profissionais da área de Dança, Educação e Saúde também já faz parte do projeto de ensino da AFB, e deverá ganhar atenção especial com a inauguração da nova sede. “Queremos multiplicar conhecimento e oferecer formação técnica necessária também para profissionais que possam utilizar o Método Fernanda Bianchini em diferentes instituições de ensino e comunidades, de várias regiões do país e do mundo, multiplicando o conceito que chamamos de inclusão às avessas”, comenta Patrícia Celanti, Diretora Operacional da associação.

São 60% de deficientes visuais, 30% de outros tipos de deficiências (física e intelectual), existe 10% de alunos sem nenhum tipo de deficiência frequentando as aulas. A ideia de mesclar os diferentes públicos foi uma estratégia encontrada para trabalhar a inclusão social e facilitar a interação entre grupos diversos.

O Método Fernanda Bianchini é o primeiro e único no mundo a ensinar pessoas com deficiência visual à arte da dança, através do tato e outros estímulos sensoriais. Nesses 25 anos mais de 3 mil alunos já passaram pela associação. Alguns já se formaram e seguem profissionalmente atuando na própria escola, ensinando o que aprenderam a novos alunos.

A profissionalização de muitos trouxe um impacto social valoroso e muito otimista a todos os envolvidos nesta causa. Paralelamente ao ensino técnico, a associação também mantém com orgulho a Cia Ballet de Cegos, companhia de dança formada por bailarinas cegas da AFB que já desbravou diversos palcos e encantou muitas plateias pelo mundo, destacando sua participação em eventos e festivais realizados em Londres, Argentina, Alemanha, Nova York, Los Angeles, Chile, México e Polônia.

Receber a visita de ícones como Mikhail Baryshnikov e David Parsons, fazer participação especial em um show Stevie Wonder ou participar da abertura artística da Paraolimpíada de Londres não é para qualquer um, assim como estrelar um documentário premiado internacionalmente. As bailarinas Geyza Pereira e Thalia Macedo, da Cia Ballet de Cegos, são as protagonistas do documentário “Olhando pras estrelas”, do cineasta Alexandre Peralta. O longa metragem recebeu prêmio de melhor documentário da HBO / NALIP (Associação de Produtores Latinos) e participou de vários festivais internacionais, incluindo Los Angeles Film Festival, Cannes e Mostra de Cinema de São Paulo.

O documentário “Unseeing Swanes of São Paulo” (Cisnes escondidos de São Paulo), idealizado e dirigido pela cineasta alemã Andrea Oster é outra grande referência de reconhecimento ao profissionalismo da Cia Ballet de Cegos. Com roteiro baseado em histórias reais de Fernanda Bianchini e as bailarinas Geyza Pereira, Poliana Brito e Lamiss Taghlebi, o documentário faz parte da programação do canal ARTE, canal de TV a cabo Franco-Alemão, cuja programação é exibida em mais de 10 países da Europa.

Fernanda Bianchini, Fundadora e Diretora da Captação da associação, lembra com carinho de cada etapa vencida nessa jornada de 25 anos, agradece a todos, mas afirma que nada se compara ao novo desafio de construir a sua sede própria. “Lá teremos espaço e oportunidade de transformar ainda mais vidas, de abrir e fechar novos ciclos e de encher muitos corações de amor e esperança através da Arte. Juntos estamos construindo sonhos, e também transformamos vidas”.

Nova sede terá salas de aula e auditório

Localizada no bairro Jabaquara, zona Sul de São Paulo, a nova sede da AFB está sendo projetada em terreno de 350 metros quadrados, próximo à estação do metrô e terminal rodoviário metropolitano. O terreno foi estrategicamente escolhido para facilitar o acesso dos alunos à rotina de ensino.
O projeto, assinado pela arquiteta Adriana Noya, é dividido em cinco pavimentos, contemplando Auditório com 50 lugares, Sala de Figurino e Sala de Controle no subsolo; recepção, escritório, salas de reunião e de aula principal no Térreo, salas de aula menores, vestiários e banheiros nos primeiro e segundo pavimentos, salas de Pilates e Fisioterapia no terceiro, e Sala de Música e Espaço de Relaxamento no quinto pavimento.

A AFB é mantida por projetos de leis de leis de incentivo – PRONAC (Lei Federal isenção de IR) e PROAC (incentivo fiscal estadual), pelo projeto autoral “Adote uma Bailarina”, palestras motivacionais e apresentações corporativas, além de doações de pessoas físicas e jurídicas. A campanha “Juntos construímos Sonhos” é hoje o principal meio de captação de recursos para a finalização da obra da nova sede.

Para conhecer mais ou contribuir com o trabalho da associação e construção da nova sede, acesse os canais digitais para mais informações: Associação Fernanda Bianchini, no Instagram, Facebook e YouTube.

Dançarina que ficou tetraplégica aos 17 anos cria companhia de dança para cadeirantes no DF

Dançarina que ficou tetraplégica aos 17 anos cria companhia de dança para cadeirantes no DF

'Eu queria dançar para que as pessoas vissem a dança e não a cadeira ou a deficiente', diz coordenadora da Street Cadeirante.
Por Marília Marques , G1 DF

Dançarinas do 'Street Cadeirante' durante apresentação em Brasília — Foto: Fashion Inclusivo/Divulgação

Conheça companhia de dança no DF formada por mulheres em cadeira de rodas
A dança se tornou mais um instrumento de transformação para um grupo de mulheres do Distrito Federal. Cadeirantes, as dançarinas escolheram a arte para superar os limites impostos pela perda dos movimentos (veja vídeo acima).

Desde março, elas fazem parte do "Street Cadeirante", uma companhia que ensina dança para pessoas com deficiência. Para o grupo, que começou o trabalho em março, as mudanças físicas e afetivas causadas pela dança são consenso.

A jornalista e idealizadora do projeto, Carla Maia, descreve as apresentações como "um reencontro com a própria alma". Ela ficou tetraplégica – sem mexer as mãos e as duas pernas – aos 17 anos, após um sangramento na medula. A situação foi ocasionada por uma malformação congênita.

Hoje, aos 37 anos, Carla retoma aos poucos os movimentos do corpo. "Com a dança me sinto plena, mulher, realizada. É uma conexão interior que até as pessoas conseguem perceber no exterior, eu exalo isso", explica.

"Não queria que as pessoas achassem bacana só porque eu era cadeirante e estava me superando. Eu queria dançar para que as pessoas vissem a dança e não a cadeira ou a deficiente".

A cadeira de rodas

A enfermeira Alice Lima, de 35 anos, que faz parte do Street Cadeirante, usa a cadeira de rodas desde a infância. A paralisia veio logo após o nascimento.

"Os prognósticos do médico eram os piores possíveis", lembra, com bom humor. "Eram do tipo que eu iria sobreviver só até os 14 anos, no máximo, deitada em uma cama e, talvez, se frequentasse uma escola especial, eu aprenderia a falar meu próprio nome".

"Eu acho que eles erraram só um pouquinho, porque hoje eu estou aqui, dançando."

Em menos de um ano entre ensaios e apresentações, Alice diz que já observou mudanças na saúde e no equilíbrio, "do fio de cabelo à ponta do pé'. Ela explica que a dança fez com que mudasse a relação com a própria cadeira de rodas que, hoje, se tornou tão íntima, a ponto de ser considerada um pedaço do próprio corpo.

Autoestima

Outra dançarina que se redescobriu por meio da companhia é Mariana Guedes. Apaixonada pela dança desde a infância, aos 26 anos ela lembra que ficou "desestabilizada" quando se viu sem o movimento do tronco e das pernas após um acidente de carro, em 2015.

Uma nova pespectiva de vida veio quando conheceu o Street Cadeirante, conta. "Me conecto muito com a música, ela faz com que eu seja melhor", diz.

"A dança é uma recarga de energia para que a gente consiga ir além todos os dias."

A maior e principal mudança, segundo Mariana, veio de forma coletiva. "Na dança, observamos sempre o movimento da outra para que possamos melhorar, e isso se torna um crescimento coletivo".

Outra diferença que ela notou é no convívio social. A dançarina explica que desde que começou a ensaiar, sentiu melhoras físicas, emociais e afetivas.

"Minha autoestima explode."

A mesma sensação positiva é compartilhada por Walquíria Coimbra, de 59 anos. Ela conheceu o grupo pelas redes sociais, após 40 anos na cadeira de rodas. A paralisia também veio após um acidente de carro, ainda na juventude.

Além de Walquíria, Mariana, Alice e Carla, a Companhia Street Cadeirante também é composta pela dançarina Izabella Gobbi, de 26 anos, e pela servidora pública Delma Ferro. As coreografias são assinadas por Wesley Messias.

Dançarinas durante ensaio no Centro Cultural de Dança, em Brasília — Foto: Marília Marques/G1

Dançarinas do 'Street Dance' em apresentação em Brasília — Foto: Bruno Soares/Divulgação

Fonte: G1
A primeira escola profissional de dança para cadeirante!

A primeira escola profissional de dança para cadeirante!

A Infinite Flow é uma companhia de dança profissional composta por dançarinos com e sem deficiência, com sede em Los Angeles.

Todo mundo pode dançar! 

A escola de dança Infinite Flow – A Wheelchair Dance Company (Infinito Flow – Uma cadeira de rodas dançante) é a primeira escola de dança de salão profissional da América. Foi lançada em janeiro (2015) com o objetivo de apoiar a recuperação e a melhorar a qualidade de vida das pessoas que possui alguma limitação física.

A escola possui três áreas de desenvolvimento:
01- Aula de dança para cadeirantes
02- Oficinas para o desenvolvimento de novos professores
03- Ações comunitárias

Tudo isso comandado pela Marisa Hamamoto, que é dançarina, coreógrafa, instrutora, atriz e modelo. O desejo de criar a escola de dança surgiu após de ser diagnosticada com uma doença grave na medula que a deixou cadeirante, depois da sua recuperação espantosa (foi desenganada pelos médicos) ela decidiu voltar para o mundo da dança e seguir a vida com esse novo propósito.


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