Dia das Doenças Raras
A pesquisa é a esperança
O primeiro Dia das Doenças Raras foi comemorado em 2008, em 29 de fevereiro – uma data rara, que acontece apenas uma vez a cada quatro anos. Desde então, estabeleceu-se o Dia das Doenças Raras no último dia de fevereiro de cada ano. O lema geral defendido por todos os que aderem à causa é A pesquisa é a nossa esperança.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças raras são aquelas que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos, ou 1,3 a cada dois mil.
Elas são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas, que variam de enfermidade para enfermidade, assim como de pessoa para pessoa afetada pela mesma condição.
A Portaria n. 199/2014, do Ministério da Saúde, instituiu a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, aprovou as Diretrizes para Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e instituiu incentivos financeiros de custeio.
No Brasil, a estimativa é de que existam 13 milhões de pessoas com doenças raras. E a realidade é que esses pacientes enfrentam enorme dificuldade na obtenção de tratamento, por conta dos processos burocráticos. De fato, a liberação de novas drogas chega a demorar mais de um ano.
Medicamentos órfãos são conhecidos como aqueles destinados ao tratamento específico de determinada doença rara. Por sua complexidade, demandam pesquisas científicas avançadas. Porém, como o número de pacientes beneficiados em relação à população é baixo, costumam ter um custo muito alto, o que, frequentemente, leva os pacientes a recorrer à justiça, a fim de garantirem o direito legal a tais medicamentos.
Fonte: Intranet do STJ
São Paulo vai abrigar o primeiro hospital especializado em doenças raras do mundo
Centro de Saúde será construído no bairro da Vila Mariana, na Zona Sul da cidade.
Por Fátima El Kadri
A prefeitura de São Paulo autorizou, no dia 12/01, a concessão de parte de um terreno localizado na Vila Mariana, Zona Sul da cidade, para a construção de um hospital especializado em doenças raras, o primeiro do mundo.
A iniciativa pioneira faz parte do projeto Casa dos Raros, da Casa Hunter (Associação que estuda e auxilia pessoas com doenças raras) e do Instituto Genética para Todos (IGpT).
DF é referência no atendimento às doenças raras
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma doença é considerada rara quando afeta 1,3 indivíduos em cada grupo de 2 mil pessoas
IAN FERRAZ, DA AGÊNCIA BRASÍLIA I EDIÇÃO: CAROLINA JARDON
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| No DF atualmente são triadas 36 doenças raras, com previsão para chegar a 45, graças à Lei Distrital n° 6.382/2019 | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília |
Dia Mundial da Doença Rara

Símbolo de Doenças Raras
A data é celebrada em setenta países do mundo, com o objetivo de sensibilizar a população, os órgãos de saúde pública, médicos e especialistas em saúde para os tipos de doenças raras existentes e toda a dificuldade que os seus portadores enfrentam para conseguir um tratamento ou cura.
O Dia Mundial da Doença Rara foi celebrado pela primeira vez em 2008, pela Organização Europeia de Doenças Raras - Eurordis para sensibilizar governantes, profissionais de saúde e população sobre a existência e os cuidados com essas doenças. O objetivo é levar conhecimento e buscar apoio aos pacientes, além do incentivo às pesquisas para melhorar o tratamento. No Brasil, a data foi instituída pela Lei nº 13.693/2018. Normalmente, a data é celebrada em 29 de fevereiro, nos anos bissextos, sendo que, nos outros anos, comemora-se em 28 de fevereiro.
Considera-se doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada grupo de 100.000 indivíduos, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2.000 indivíduos. O número exato de doenças raras não é conhecido, mas estima-se que existam entre 6.000 a 8.000 tipos diferentes de doenças raras em todo o mundo. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, o Brasil conta com 15 milhões de pessoas com algum tipo de doença rara.
As doenças raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição. Manifestações relativamente frequentes podem simular doenças comuns, dificultando o seu diagnóstico, causando elevado sofrimento clínico e psicossocial aos afetados, bem como para suas famílias.
Geralmente, as doenças raras são crônicas, progressivas e incapacitantes, podendo ser degenerativas e também levar à morte, afetando a qualidade de vida das pessoas e de suas famílias. Além disso, muitas delas não tem cura, de modo que o tratamento consiste em acompanhamento clínico, fisioterápico, fonoaudiológico e psicoterápico, entre outros, com o objetivo de aliviar os sintomas ou retardar seu aparecimento.
Por norma, elas são de origem genética e manifestam-se logo nos primeiros anos de vida da criança.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde e da Eurordis, as doenças raras são aquelas classificadas seguindo quatro principais fatores: incidência, raridade, gravidade e diversidade. A previsão é que cerca de 8% da população mundial tenha algum tipo de doença rara, ou seja, uma em cada 15 pessoas.
Abaixo, algumas das doenças consideradas raras:
- Acromegalia;
- Anemia aplástica, mielodisplasia e neutropenias constitucionais;
- Angioedema;
- Aplasia pura adquirida crônica da série vermelha;
- Artrite reativa;
- Biotinidase;
- Deficiência de hormônio do crescimento – hipopituitarismo;
- Dermatomiosite e polimiosite;
- Diabetes insípido;
- Distonias e espasmo hemifacial;
- Doença de Crohn;
- Doença falciforme;
- Doença de Gaucher;
- Doença de Huntington;
- Doença de Machado-Joseph;
- Doença de Paget – osteíte deformante;
- Doença de Wilson;
- Epidermólise bolhosa;
- Esclerose lateral amiotrófica;
- Esclerose múltipla;
- Espondilite ancilosante;
- Febre mediterrânea familiar;
- Fenilcetonúria;
- Fibrose cística;
- Filariose linfática;
- Hemoglobinúria paroxística noturna;
- Hepatite autoimune;
- Hiperplasia adrenal congênita;
- Hipertensão arterial pulmonar;
- Hipoparatireoidismo;
- Hipotireoidismo congênito;
- Ictioses hereditárias;
- Imunodeficiência primária com predominância de defeitos de anticorpos;
- Insuficiência adrenal congênita;
- Insuficiência pancreática exócrina;
- Leucemia mielóide crônica (adultos);
- Leucemia mielóide crônica (crianças e adolescentes);
- Lúpus eritematoso sistêmico;
- Miastenia gravis;
- Mieloma múltiplo;
- Mucopolissacaridose tipo I;
- Mucopolissacaridose tipo II;
- Osteogênese imperfeita;
- Púrpura trombocitopênica idiopática;
- Sarcoma das partes moles;
- Síndrome hemolítico-urêmica atípica (Shua);
- Síndrome de Cushing;
- Síndrome de Guillain-Barré;
- Síndrome de Turner;
- Síndrome nefrótica primária em crianças e adolescentes;
- Talassemias;
- Tumores neuroendócrinos (TNEs).
Mauricio de Sousa e Sarepta apresentam personagem da Turma da Mônica com doença rara

Edu é o novo personagem da Turma da Mônica
Edu, o novo personagem da Turma da Mônica, é um menino de 9 anos que tem uma doença rara, a Distrofia Muscular de Duchenne (DMD). Acolhido de forma carinhosa pela famosa turminha, ele protagoniza sua quarta revistinha, que foi apresentada por Maurício de Sousa e pela Sarepta Farmacêutica em live no dia 10 de dezembr, na 1ª Bienal Virtual. O evento online faz parte da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que será realizada virtualmente até 13 de dezembro.
A revistinha faz parte do projeto Cada Passo Importa, desenvolvido pela Sarepta, em parceria com a Mauricio de Sousa Produções, com o intuito de conscientizar sobre a doença que não tem cura e afeta um a cada 3.500 a 5.000 meninos globalmente. No portal, é possível ler as histórias, fazer o download das revistinhas e se cadastrar para receber informações sobre novos lançamentos.
“Graças ao talento e a sensibilidade do Mauricio de Sousa e sua equipe, podemos fazer a diferença na vida de crianças e famílias com a Distrofia Muscular de Duchenne, provando que qualquer assunto ou história pode ser contada e levada adiante através dos quadrinhos”, pontua o diretor-geral da Sarepta, Fábio Ivankovich. A empresa é líder em medicamentos genéticos para doenças neuromusculares raras.
A nova historinha destaca a chegada de um novo personagem que, assim como Edu, também convive com a distrofia: seu primo Leonardo, que precisa de cadeira de rodas para se locomover. Nesta edição, os personagens da Turma da Mônica se reúnem para uma festa do pijama, com direito a muita diversão e uma pitada de terror. Assim como nas revistinhas anteriores, a famosa turminha reforça a integração do novo amigo em suas atividades e demonstram bastante interesse em entender um pouco mais sobre a rotina de Edu e Leo, que contam sobre seus alongamentos diários, exercícios respiratórios e até mesmo o uso de órteses – botas que mantém as pernas alinhadas – na hora de dormir.
“É muito importante apresentarmos às crianças as inúmeras diferenças que existem entre nós, para que possam se familiarizar e, principalmente, incluir esses amiguinhos em seus ciclos e vidas”, afirma Mauricio de Sousa. A live também abordará outros personagens especiais criados pelo desenhista e terá outros convidados.
Nesta edição especial, a revistinha vem acompanhada de um Cartão de Alerta Médico DMD, que pode ser personalizado com os dados do paciente, e leva informações de qualidade, relevantes e efetivas, que podem salvar vidas. O pequeno cartão cabe dentro da carteira e traz as principais recomendações e cuidados que um médico não especialista precisa saber em um momento de emergência.
“Na ausência de um especialista, o cartão é de grande utilidade para agilizar e facilitar qualquer assistência médica necessária, garantindo a conduta adequada e preservando a vida do paciente com Duchenne”, comenta Karina Hamada Iamasaqui Züge, presidente da Aliança Distrofia Brasil (ADB), instituição referência no apoio a pacientes e familiares que convivem com a doença.
Caracterizada pela deterioração muscular progressiva, a DMD é de rápida evolução e pode limitar completamente os movimentos do corpo. Por este motivo, se faz tão importante conscientizar a população e a comunidade médica em relação aos principais cuidados com estes pacientes.
Projeto ganha Troféu HQMIX
O projeto Cada Passo Importa está entre os vencedores da 32ª edição do Troféu HQMIX, uma das mais tradicionais premiações dos quadrinhos brasileiros, que visa divulgar, valorizar e premiar a produção de artes gráficas no país. Na categoria “Homenagem”, o projeto se classificou pela inovação em utilizar as HQs para conscientização sobre DMD.
“É com muita alegria que recebemos esse prêmio, que representa não somente um grande reconhecimento nacional, mas, principalmente, a certeza de estarmos caminhando na direção correta, que leva informação, cuidados e inclusão para inúmeras famílias”, declara Ivankovich.
A cerimônia da 32ª edição será transmitida virtualmente pelo canal do YouTube do Centro de Pesquisa e Formação e redes sociais do SESC SP, no dia 12 de dezembro, às 18h.
Links da transmissão:
• Centro de Pesquisa e Formação: https://www.youtube.com/c/CPFSesc/featured
Site do projeto:https://hqmix.com.br
Fonte: Vida mais Livre
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)
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| Neurônios |
- bulbar;
- cervical;
- torácico;
- lombar.
- Mutação
genética.
- Desequilíbrio
químico no cérebro (níveis de glutamato mais elevado), o que é tóxico para
as células nervosas.
- Doenças
autoimunes.
- Mau uso de
proteínas.
- perda gradual de
força e coordenação muscular;
- incapacidade de
realizar tarefas rotineiras, como subir escadas, andar e levantar;
- dificuldades
para respirar e engolir;
- engasgar com
facilidade;
- babar;
- gagueira
(disfemia);
- cabeça caída;
- cãibras
musculares;
- contrações
musculares;
- problemas de
dicção, como um padrão de fala lento ou anormal (arrastando as palavras);
- alterações da
voz, rouquidão;
- perda de peso.
- Exames de
sangue, para descartar outras doenças.
- Teste
respiratório, para verificar se os músculos do pulmão foram afetados.
- Tomografia
computadorizada ou ressonância magnética da coluna cervical, para garantir
que não exista uma doença ou lesão no pescoço, que pode ser semelhante à
ELA.
- Eletromiografia,
para ver quais nervos não funcionam corretamente.
- Teste genético,
se houver um histórico familiar de ELA.
- Tomografia
computadorizada ou ressonância magnética da cabeça, para excluir outras
doenças.
- Estudos de
condução nervosa.
- Testes de
deglutição
- Punção lombar.
- Aspiração de
comida ou líquido.
- Perda da
capacidade de cuidar de si mesmo.
- Insuficiência
pulmonar.
- Pneumonia.
- Escaras (úlceras
de pressão).
- Perda de peso
acentuada.
- Incapacidade de
respirar sozinho.
- Incapacidade de
engolir.
- Incapacidade de
falar.
- Morte.
Advogada lança livro onde analisa direitos de pacientes com doenças raras
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| Rosangela Wolff Moro |
Dia Mundial das Doenças Raras é marcado por atividades em todo o país
- IV Fórum do Dia Mundial das Doenças Raras
- I Corrida Rara do Piauí
- I Caminhada de Conscientização das Doenças Raras no DF
- Piquenique dos Raros em Brasília
- Piquenique dos Raros em São Paulo







