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Conheça a primeira escola de fotógrafos cegos do Brasil

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 O curso inaugural tem duração de oito meses, incluindo oficinas, aulas, debates e diferentes técnicas de captação de imagens

Imagem com Descrição #PraCegoVer - Fotografia colorida, em ambiente interno de uma fotógrafa cega segurando a câmera com a mão direita e com a mão esquerda ela toca o rosto de um homem para fotografá-lo.

A fotografia é uma arte que não se restringe apenas ao uso da visão. Ela envolve memória, sentimentos e outros sentidos do corpo humano, questionando as relações entre linguagem, imagem, afeto e fantasia. É por meio dessa abordagem que surgiu neste ano a Escola de Fotógrafos Cegos, a primeira do gênero no Brasil. 

O projeto, que começou em agosto, na Grande Vitória (ES), foi idealizado por Rejane Arruda, presidente da Associação Sociedade Cultura e Arte (SOCA Brasil) e diretora do coletivo e da Escola de Fotógrafos Cegos. Além disso, a iniciativa conta com patrocínio da ES Gás, por meio da lei de incentivo à cultura capixaba. 

A Escola de Fotógrafos Cegos

O curso acontece no Instituto Luiz Braille do Espírito Santo e tem duração de oito meses, com oito módulos de ensino da fotografia, incluindo aulas práticas e teóricas. Os 12 alunos selecionados para participar da primeira turma vão fotografar na escola, com a orientação de uma equipe de professores, e também poderão levar o equipamento para casa, a fim de praticar as técnicas aprendidas durante as aulas.

Para trabalhar a percepção e o olhar dos alunos, o curso vai utilizar diferentes técnicas, como o toque, as descrições, as metáforas e a vivência espacial. Assim, eles serão capazes de desenvolver um estilo próprio, que retrate a realidade ao seu redor, e de ter autonomia para trabalhar profissionalmente com a fotografia. 

Algumas das referências utilizadas no curso incluem os artistas Evgen Bavcar, Bruce Hall, Pete Eckert e João Maia, piauiense que trocou a vida de atleta pela fotografia e é reconhecido nacional e internacionalmente. Todos eles são exemplos de que é possível, sim, uma pessoa com deficiência se tornar fotógrafa profissional.

O curso será encerrado com a exposição “Quando fecho os olhos vejo mais perto”, no Parque Moscoso, em Vitória, em maio de 2023. As 32 fotografias feitas pelos alunos cegos, após oito meses de trabalho, serão impressas em backlight e fixadas em cubos de grande dimensão.

Carina Melazzi

Fonte: Guia de Rodas

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