Guia de comunicação inclusiva para pessoas com deficiência é lançado pela Talento Incluir
O Grupo Talento Incluir – ecossistema da diversidade e inclusão com foco em pessoas com deficiência, pioneiro no Brasil – acaba de lançar o Guia de Comunicação Inclusiva sobre Pessoas com Deficiência, direcionado principalmente para profissionais de comunicação. A publicação está disponível para download gratuito.
Trata-se de uma prestação de serviço que tem como objetivo avançar na comunicação inclusiva e trazer as terminologias mais indicadas, legislação, aspectos sobre fotos, vídeos cuidados na condução de entrevistas e na produção de conteúdo e reportagens que abordem o universo das pessoas com deficiência. Totalmente colaborativo, o material nasce com uma proposta de estar sempre aberto para receber novas contribuições por pessoas interessadas pelo tema.
Além disso, o Guia de Comunicação Inclusiva sobre Pessoas com Deficiência foi idealizado para servir como uma ferramenta importante para colaborar com a inclusão produtiva, abordando temas como capacitismo, cripface, representatividade, acessibilidade, diversidade, legislação, interseccionalidade, inclusão no mercado de trabalho e demais temas sobre essa parcela importante da população.
O documento também traz dicas da mais nova empresa do Grupo Talento Incluir, o UinStock, primeiro banco digital e nacional para a produção e venda de imagens de diversidade da população brasileira pouco representada. Site externo O banco nasce com mais de 400 fotos e com a perspectiva de alcançar 3 mil imagens nos próximos meses, que incluem: pessoas com deficiência, geração 50+, gênero, LGBTQIAP+, raça, regionalidades e suas interseccionalidades.
Também apresenta uma lista de criadores de conteúdos, influenciadores digitais com deficiência, além de jornalistas e veículos que trazem informações e conhecimento.
De acordo com dados do último Censo do IBGE (2010), o Brasil tem 45 milhões de pessoas com deficiência, o que significa ¼ da população. O que mostra que apesar de ser uma parcela relevante da população, as pessoas com deficiência ainda são sub-representadas.
“Acreditamos que a comunicação é um importante caminho para promover liberdade, igualdade, equidade e dignidade a todas as pessoas. Desejamos que esse conteúdo inspire todas as pessoas e profissionais de comunicação, para aumentar o seu conhecimento sobre nós, pessoas com deficiência e, muito em breve, esse nosso guia não seja mais necessário”, destaca a CEO do Grupo Talento Incluir, Carolina Ignarra.
Com informações de assessoria de imprensa.
Fonte: Vida mais Livre
Mês da Inclusão Social da Pessoa com Deficiência: veja quem faz a diferença
Vamos prestigiar algumas pessoas que fazem a diferença para um mundo com mais oportunidades para todos
Muito mais do que vencer entraves arquitetônicos, a acessibilidade tem também o objetivo de eliminar barreiras comunicacionais, metodológicas, instrumentais, programáticas, naturais e atitudinais. Uma sociedade inclusiva beneficia pessoas com e sem deficiência e está na hora de todos nos engajarmos e promovermos a importância da acessibilidade em tudo o que fazemos.
Pois bem, o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência vem aí, e nada mais justo que aproveitarmos o momento para prestigiar algumas pessoas que têm se engajado e feito a diferença para um mundo com mais oportunidades para todos! Confira:
Mara Gabrilli
Se você acompanha o Guiaderodas há algum tempo, com certeza já ouviu falar de Mara Gabrilli: além de Secretária da Pessoa com deficiência de São Paulo e Deputada Federal por dois mandatos consecutivos, Mara foi relatora da Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, dedicada a “promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania” (Art,1º). Nas palavras da própria Mara:
Mara Gabrilli
“A LBI não é uma conquista só das pessoas com deficiência. Cada linha de sua redação representa os anseios da sociedade em geral e um trabalho de uma parte significativa do parlamento brasileiro, que deixou de lado bandeiras para arregaçar as mangas e trabalhar por uma causa muito maior.“ Mara Gabrili em seu blog pessoal
Atualmente, Mara Gabrilli é senadora pelo PSDB/SP, após ter conquistado mais de 6,5 milhões de votos nas eleições de 2018. Seu mandato se encerra em 2026.
Marcos Mion
É bastante comum associar Marcos Mion a programas como “Piores Clipes do Mundo” e “Legendários”, quando na verdade sua atuação vai muito além da carreira de apresentador! Hoje, ele é considerado referência na luta pelos direitos das pessoas que se enquadram no espectro autista, tendo inclusive colaborado ativamente para a promulgação da lei 13.977/20, também conhecida como lei Romeo Mion, que oferece, entre outras coisas, uma carteira gratuita que garante atendimento prioritário em postos de saúde, escolas e hospitais. 
Marcos Mion
“Esse é um legado decretado e assinado! Pra sempre. É uma emoção MUITO forte conseguir emplacar uma lei que beneficia milhões de pessoas que nunca nem vou conhecer. Tudo motivado pelo amor, pelo respeito e pela empatia!“ Marcos Mion, em seu perfil no Instagram
A militância de Mion começou em 2005, quando nasceu seu filho Romeo, que se enquadra no espectro – e sim, a lei 13.977/20 foi nomeada em sua homenagem! A partir daí, o apresentador dedicou parte considerável de sua vida em ações e campanhas em prol de medidas que tornem o Brasil mais preparado para receber pessoas que possuem Autismo!
Maria da Penha
Maria da Penha tinha 38 anos e três filhas quando tomou um tiro de espingarda e ficou paraplégica – história que já seria trágica o suficiente se o atirador em questão não fosse exatamente a pessoa que jurou amá-la e protegê-la até que a morte os separasse – seu então marido, o professor universitário colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, que simulou um assalto numa tentativa de se livrar da responsabilidade pelo tiro. Como desgraça pouca é bobagem, assim que Maria voltou para casa do hospital sofreu um novo ataque do marido, que tentou eletrocutá-la no chuveiro.
Maria da Penha
Quando os investigadores constataram a culpa de Viveros, Maria conseguiu sair de casa com as meninas contando com proteção policial, mas se passariam 19 anos até que ela conseguisse colocar seu agressor na cadeia, já que nos anos 80 ainda não havia no Brasil punições previstas na lei para casos de violência doméstica. Viveros foi condenado em 2002, dois meses antes de seu crime ser prescrito na justiça, e solto em 2004. Dois anos mais tarde nasceu a lei Maria da Penha, que reconhece a gravidade dos casos de violência doméstica e retira dos juizados especiais criminais – responsáveis por analisar delitos considerados de menor potencial ofensivo – a autoridade para julgá-los.
Hoje, Maria da Penha tem 75 anos e lidera a ONG que leva seu nome, dedicada a combater a violência contra a mulher. Em 2016, foi cogitada para receber o prêmio Nobel da Paz, além de ter sido incluída na lista “10 pessoas que mudaram as vidas de outras mulheres no mundo” desenvolvida pela ONU Mulheres.
Rodrigo Mendes
Taí outro nome que você decerto já ouviu falar se acompanha nossas postagens: Rodrigo Mendes é uma das maiores autoridades em educação inclusiva no Brasil, e há mais de um quarto de século lidera projetos pedagógicos que, juntos, já capacitaram mais de 9 mil educadores em todo território nacional.
Rodrigo Mendes
Tudo começou lá em 1994, ano de nascimento do Instituto Rodrigo Mendes, na época uma escola de artes para pessoas com deficiência que, em ateliês compostos por até 15 pessoas, tinha como foco usar as artes visuais como um fator de promoção de transformação social.
O sucesso da proposta foi tamanho que poucos anos mais tarde, em 2005, Rodrigo foi procurado por alguns professores interessados em serem treinados para atenderem melhor às necessidades de seus alunos com deficiência: surgiram, assim, os primeiros cursos de capacitação do Instituto, realizados em três escolas públicas da região do Butantã.
Desde então, os cursos de capacitação do Instituto Rodrigo Mendes já beneficiaram mais de 100 mil alunos nas redes pública e privada! Além disso, em 2018 o Instituto lançou, em parceria com a Unicef, um curso online gratuito de capacitação em educação física inclusiva, ou seja, agora professores de todo Brasil podem se informar e inserir o ensino inclusivo em suas rotinas pedagógicas!
Alexandre Amorim
Raul Seixas já dizia que um sonho sonhado junto se torna realidade, e foi graças ao sonho compartilhado pelos colegas de faculdade Alexandre Amorim, Diego Hideo Tutumi e Luiz Hamilton Ribas que em 2010 nasceu a Ação Social para a Igualdade das Diferenças (ASID), projeto que tem os objetivos de unir pessoas com deficiência, suas famílias, instituições, empresas e voluntários para construir uma sociedade inclusiva.
Alexandre Amorim
A ideia surgiu em decorrência das dificuldades encontradas pela família de Alexandre para encontrar uma escola que atendesse às necessidades de sua irmã Laura, que nasceu com Síndrome de Down e se enquadra no espectro autista. A busca por uma escola para Laura acabou colocando Alexandre em contato com outras famílias que passavam por situações similares. Assim, em 2008 ele desenvolveu um projeto acadêmico visando ajudar essa parcela da população!
Hoje a ASID se articula em três frentes interligadas: Empoderamento das famílias, Desenvolvimento da Pessoa com Deficiência e Inclusão no Mercado de Trabalho, e seus projetos já impactaram mais de 20 mil famílias só no estado de São Paulo.
Carolina Ignarra
“Precisamos de pontes, e não de muros”. Essa frase, de autoria do pensador Zygmund Bauman, descreve com precisão a missão de Carolina Ignarra, fundadora da Talento Incluir, consultoria especializada em promover a relação entre profissionais portadores de deficiência no mercado de trabalho: em pouco mais de 12 anos de atuação, a Talento Incluir levou a cultura de inclusão a mais de 300 empresas por meio de treinamentos feitos sob medida, e recolocou mais de 7 mil pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
Carolina Ignarra
Só em 2019, a consultoria aumentou em 30% as contratações de pessoas com deficiência no mercado de trabalho em comparação com 2018.
Esses números não passaram despercebidos – em março deste ano, Carolina foi eleita uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil pela Revista Forbes:
“Um reconhecimento dessa importância não se trata apenas de um destaque pessoal. É um reflexo da seriedade e comprometimento do trabalho de uma equipe que acredita que a diversidade nas empresas não é um projeto assistencialista. Ela traz resultados“. Carolina Ignarra, em entrevista concedida à Forbes
Silvana Cambiaghi
O currículo de Silvana Cambiaghi por si só renderia um post à parte: arquiteta, mestre em acessibilidade e desenho universal pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade de São Paulo (CPA), membro do grupo de trabalho da revisão da NBR no 9050 e demais Normas Técnicas de acessibilidade da ABNT.
Silvana Cambiaghi
Como se não bastasse tudo isso, Silvana ainda trabalha há mais de 25 anos na Prefeitura de São Paulo e ministra aulas em cursos de extensão na área de arquitetura, tendo sempre como objetivo preparar engenheiros civis e arquitetos para desenvolverem projetos pensados para acolher as necessidades de pessoas que possuam qualquer dificuldade de locomoção!
Simone Freire
Você já parou pra pensar como uma pessoa com deficiência visual acessa a internet? E uma pessoa com tetraplegia? Pois bem, trabalhar formas para tornar o universo virtual acessível é a missão de Simone Freire, fundadora do Movimento Web Para Todos, que desde 2017 tem lutado por construir espaços virtuais mais democráticos e inclusivos.
A ideia que baseou o surgimento do Web Para Todos começou em 2016 quando Simone, jornalista com mais de uma década de experiência à frente de sua própria agência, foi selecionada pela Goldman Sachs Foundation para entrar no programa 10.000 Women, que prestigia e dá insumos para empoderar mulheres que fazem trabalhos focados em transformação social.
Após passar por um curso de formação de seis meses no qual precisaria desenvolver um projeto relacionado ao seu campo de trabalho, o Movimento começou a tomar forma.
De lá para cá, o Movimento Web Para Todos já reúne mais de 20 organizações parceiras unidas na proposta de tornar a internet brasileira acessível!
Fonte: Guia de Rodas
TCU promove webinário sobre avaliação biopsicossocial da deficiência
O arcabouço jurídico brasileiro e os normativos internacionais estiveram no centro das discussões do webinário Avaliação Biopsicossocial da Deficiência, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com o apoio da Rede de Acessibilidade. Na pauta, questões relacionadas às modificações previstas na Lei 14.176/2021; à regulamentação do artigo 2º da Lei 13.146/2015; à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas em 2006; ao Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IFBrM); e à Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde; entre outras.
O encontro, ocorrido no dia 15/7, reuniu especialistas das áreas da saúde, do direito, do serviço e da assistência social, além da secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Priscilla Gaspar.
Inclusão e participação plena – A moderação do encontro foi feita pelo procurador do Ministério Público junto ao TCU e supervisor da Política de Acessibilidade do Tribunal, Sérgio Caribé. Segundo ele, os processos decisórios sobre avaliação da deficiência devem incluir “quem conhece a realidade em que vive”.
“É a pessoa com deficiência, nas suas múltiplas características, nas suas múltiplas restrições, mas também nas múltiplas barreiras com que se depara, quem melhor sabe a realidade com a qual convive. A realidade social e a realidade de cada indivíduo não podem passar ao largo da avaliação biopsicossocial. E, naturalmente, para que elas possam ser contempladas, as pessoas com deficiência precisam ser ouvidas” (Procurador Sérgio Caribé).
Reflexões acerca dos desafios para a classificação da deficiência, da promoção a direitos fundamentais, do acesso a políticas públicas e do comprometimento da sociedade com a equidade também permearam o encontro. “A avaliação da pessoa com deficiência deve ser técnica, deve ser construída com base nos melhores parâmetros internacionais e deve assegurar a promoção de direitos, que, em resumo, se concretizam com o fomento à igualdade e à garantia da inclusão e da participação ativa das pessoas com deficiência em todas as dimensões da vida social”, ressaltou Caribé.
Assista aqui à íntegra do webinário – https://youtu.be/FfrSbL81Y5U
Mais de 500 pessoas acompanharam as discussões em tempo real, um público formado por profissionais da área da educação e da saúde (psicologia, fisioterapia e nutrição, entre outras), por advogados, juízes e integrantes do poder Judiciário, além de assistentes sociais e representantes de prefeituras e governos estaduais.
O evento foi transmitido, ao vivo, pelo canal do TCU no YouTube, com legendas, descrição em audiovisual e interpretação simultânea em Libras.
Palestrantes
– Priscilla Gaspar, secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
– Lailah Vasconcelos de Oliveira Vilela, médica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com residência em Medicina Preventiva e Social, na área de concentração em Saúde e Trabalho, Mestrado em Saúde Coletiva/Saúde e Trabalho (UFMG).
– Izabel de Loureiro Maior, conselheira do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Rio de Janeiro (COMDEF-Rio) e integrante do Fórum UFRJ Acessível e Inclusiva.
– Heleno Rodrigues Corrêa Filho, médico graduado pela UnB, Post-Doctoral Fellowship em Epidemiologia Ocupacional junto à Johns Hopkins School of Hygiene and Public Health e doutorado em Saúde Pública pela USP.
– Ana Cláudia Mendes de Figueiredo, advogada e ex-conselheira no Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conade), coordenadora do Comitê Jurídico da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), membro da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB-DF.
– Miguel Abud Marcelino, médico, mestre em Saúde Pública e Meio Ambiente e especialista em Infectologia e Medicina do Trabalho, professor da Unifase e pesquisador do Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social – Nippis (Icict/Fiocruz e Unifase).
– Wederson Santos, assistente social do INSS desde 2013, doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília.
– Hugo Frota Magalhães Porto Neto, promotor de justiça de defesa dos direitos das pessoas com deficiência em Fortaleza, membro associado da Associação Nacional do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência (Ampid).
– Lívia Barbosa Pereira, mestre e doutora em Política Social pela UnB, professora adjunta do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), pesquisadora da Anis: Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero e líder do grupo de pesquisa Deficiência, Direitos e Políticas, do Departamento de Serviço Social da UnB.
Fonte: Redação/Secom/TCU







