Por Mara
Gabrili, deputada federal
Adoro
Natal. A festa, as manifestações de carinho, o clima acolhedor, os corações
aquecidos. A data também lembra presentes. E por presente entendo tudo que
doamos com amor (pode ser um pouco de nós mesmos) para o bem de alguém.
Pensando nisso, acabei por lembrar de vários presentes extraordinários que
recebi na vida.
Com
matéria-prima barata e reciclável, o CTA consegue fazer a alegria de muitas
crianças, contribuindo também para o desenvolvimento sustentável. Importante
dizer que, hoje, o mercado oferece várias opções de produtos para reabilitação,
incluindo brinquedos adaptados. No entanto, o custo ainda é muito alto para a
maioria da população. Isso significa que muitas crianças ficam à margem de um
universo de descobertas.
Muito do
que sou hoje é fruto de uma infância com qualidade, saudável e feliz. Com
deficiência ou não, toda criança tem o direito de ser o que dela se espera: ser
criança. A qualidade de vida nesta fase é determinante para o nosso
desenvolvimento pessoal quando adultos.
No caso de
crianças com deficiência visual, os brinquedos adaptados têm o papel
fundamental de mostrá-las um universo que não podem enxergar. Por isso é tão
importante a fabricação de objetos lúdicos que despertam os sentidos táteis dos
pequenos.
É uma
maneira de incluí-los a um mundo no qual, muitas vezes, eles estão isolados.
Já para as
crianças com deficiência intelectual, os jogos adaptados também são muito
importantes para externar ideias, sentimentos e desejos que não podem ser
expressos por meio de palavras. Isso ocorre muito com crianças com distúrbios
de comunicação como o autismo.
Quando comecei
a estagiar em escola especializada na educação de alunos com deficiência, me
encantei com as diferentes maneiras que cada criança podia desenvolver suas
habilidades e potenciais. Independente de qual fosse a deficiência, cada um ali
podia ser explorado por sua coordenação motora, raciocínio e criatividade.
Bastava que para isso encontrássemos a maneira certa de instigar cada uma
daquelas cabecinhas cheias de ideias e desejos.
Além de
estimular percepções, é importante incentivar o convívio em grupo com
brincadeiras em que os limites físicos das crianças com deficiência são
explorados. Que tal uma rodinha de pega-pega ou um jogo de pique- esconde?
Crianças cadeirantes também podem (e devem) fazer parte deste universo. Afinal,
brincar faz bem para saúde e para alma. Movimento é vida! Brincar é a interação
de ideias, saberes e sabores diferentes, em nome de um só objetivo: diversão!
O Portalde ajudas técnicas do MEC fornece dicas de jogos e recursos educativos que
podem ser feitos pelos pais e pela escola. E você pode criar alternativas para
que tudo possa ser produzido em casa.
Quando se
brinca, trocam-se experiências e aprendizados. Neste Natal que passou, pensei
muito em como incluir a criança com deficiência no universo que é dela por
direito, o infantil.
Foi este
meu pedido para o Papai Noel.
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