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Paralisia Cerebral e Deficiência Intelectual.

Paralisia Cerebral e Deficiência Intelectual.


Paralisia Cerebral: Mito e Realidade.

Jornal da AME.



   Existem alguns mitos relacionados às pessoas com deficiência, em geral alimentados pela sociedade em virtude da falta de convivência e familiaridade. Um deles é a associação da paralisia cerebral com deficiência intelectual. Uma até pode estar associada à outra, mas isso não é regra, pois são quadros muito distintos.
   Há vários tipos de paralisia cerebral, relacionados com a localização e a extensão da lesão no cérebro, mas a lesão necessariamente não chega a atingir o intelecto. Quando a lesão está localizada nas áreas que modificam ou regulam o movimento, a criança apresenta movimentos involuntários, que estão fora de seu controle e permanecem durante a fase de desenvolvimento e na idade adulta.

As Várias Causas da Paralisia Cerebral.

   Segundo a Associação de Paralisia Cerebral do Brasil (APCB), a paralisia cerebral se dá pela falta de oxigênio no cérebro durante o nascimento. Algumas doenças ou problemas durante a gestação também podem causar a PC, como, por exemplo, ameaça de aborto, choque direto no abdômen da mãe, incompatibilidade entre o tipo sanguíneo da mãe e do pai, hipertensão arterial durante a gravidez, infecções congênitas como a sífilis, toxoplasmose, herpes, rubéola, consumo de drogas e exposição a radiação ou qualquer outro fator que leve a uma lesão no sistema nervoso central. As causas perinatais estão relacionadas principalmente com complicações durante o parto e a prematuridade.
   As principais causas de PC depois do nascimento são febre prolongada e muito alta, desidratação grave, sarampo e traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade, entre outras. Isso se dá pelo fato de até os dois anos de vida o sistema nervoso central não estar totalmente formado. Pode se definir a PC como um distúrbio ou transtorno dos movimentos e da postura, que não regride e não progride, e assim não se caracteriza como doença ou síndrome. Pode trazer dificuldades nos movimentos, na locomoção, audição e visão do bebê. Mas, em 90% dos casos, a inteligência de quem tem PC é preservada.


Diferenças entre Paralisia Cerebral e Deficiência Intelectual.

    Segundo o neurologista infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Fernando Kok, uma lesão no sistema nervoso central pode afetar a parte motora ou mental da pessoa e quando esta lesão só atinge a parte motora, denomina-se paralisia cerebral.  Quando a lesão compromete a parte mental (cognitivo), resulta em deficiência intelectual. De acordo com a Associação Americana de Deficiência Intelectual e Distúrbio do Desenvolvimento, a pessoa com deficiência intelectual apresenta QI menor que 70, o que necessariamente não faz relação com quem tem PC.


Educação e Escola.

   Na questão da educação, muitas vezes quem tem PC não é acometido por nenhuma disfunção cognitiva, mas apresenta limitações físicas, como não conseguir ficar muito tempo sentado e não se comunicar ou escrever da forma convencional. Normalmente são utilizadas ajudas técnicas como cadeira e lápis adaptados, podendo estudar em escola regular.


Prevenção e Diagnóstico.

   Existem diversos graus de limitações e não é possível reverter um quadro de PC, uma vez que a lesão do cérebro estará sempre lá, porém, é possível preveni-lo, sendo muito importante que as mães façam o pré-natal durante toda a gestação.
   O diagnóstico da paralisia cerebral é feito por análises neurológicas e exames por imagem como ressonância magnética, tomografia e ultra-som. No exame clínico é observado se há sinais de reflexos, com o exame do martelinho, se há atraso na evolução da criança, como sentar, manter o corpo mais firme, andar, etc.
   "Ao engravidar, a mulher deve procurar alimentar-se bem, evitar o álcool, o fumo e não tomar remédios sem consultar o médico. Vacinar o bebê e evitar qualquer situação de risco são essenciais", destaca a fisioterapeuta e doutora em Ciências pelo Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP, Ana Paula Restiffe.


Sociedade e Pessoas com Paralisia Cerebral.

   Por desconhecimento da sociedade em geral, as pessoas que possuem PC têm dificuldades na vida social e profissional. Com relação ao mercado de trabalho, o preconceito em relação ao paralisado cerebral leva ao descrédito sobre suas reais capacidades. No Brasil, onde a crise de emprego atinge parte considerável da população, a paralisia cerebral se apresenta como mais uma barreira para que o individuo consiga uma colocação profissional, e por conseqüência, aceitação na sociedade.


Alguns Paralisados Cerebrais Vencedores.

   Muito embora a sociedade manifeste desconhecimento ou preconceito em relação ao paralisado cerebral, existem vários exemplos de pessoas que se destacam com maestria em suas áreas de atuação. São vencedores, sobreviventes da realidade excludente a que são submetidos, desde o nascimento, uns mais outros menos, dependendo da gravidade do quadro.

Ricardo Tadeu Marques da Fonseca.

   Um exemplo clássico é o procurador do Ministério Público do Trabalho, Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, que nasceu no sexto mês de gestação e o excesso de oxigenação no cérebro e problemas no parto ocasionaram deficiência visual e paralisia cerebral. Ele é um exemplo de paralisia cerebral leve. Hoje, aos 48 anos, é cego, com PC e um dos mais brilhantes defensores dos direitos das pessoas com deficiência. A paralisia cerebral afetou seus membros superiores e inferiores, mas realizou fisioterapia e várias cirurgias na infância e adolescência, ficando com poucas sequelas.


Antonio Carlos Viviane.

   Um exemplo de pessoa com paralisia cerebral não tão leve é Antonio Carlos Viviani, o Carlinhos, escritor e poeta. Com 31 anos, tem deficiência física nos membros superiores e inferiores. Quando escreve, expressa nas letras seu lado romântico e terno com amplo alcance. Quando fala é pouco entendido, pois a PC lhe deixou sérias seqüelas que prejudicam a comunicação oral. Mesmo assim, sente-se diferente apenas porque utiliza cadeira de rodas para se locomover. Cadeira, aliás, que empurra com o próprio pé de ré, para que ninguém a empurre, pois gosta de enfatizar que é independente.
   Para ele, as maiores dificuldades que enfrenta no dia-a-dia são a comunicação, o preconceito e a falta de informação de algumas pessoas. "Dependendo do caso, algumas coisas não consigo fazer, como tirar a barba, porém me alimento sozinho e faço quase tudo", destaca.
   No fundo, Carlinhos alimenta o sonho de um dia ser tratado como qualquer um. "Afinal, a gente é igual", afirma. Carlinhos destaca, ainda, que no caso dele, a PC não lhe afetou a mente. "O mais importante é a força de vontade. É preciso ter força de vontade para colocar o dom para fora. Eu escrevo porque gosto! As pessoas começaram a elogiar e saiu o livro. Para vender é difícil, mas eu gosto de escrever", observa.


Sueli Harumi Satow.

   Outro exemplo é a comunicadora e filósofa Suely Harumi Satow, 54 anos, com mestrado e doutorado em Psicologia Social, pela PUC de São Paulo. Apesar da titulação, ela destaca que, em geral, os atendentes de lojas e médicos a tratam como se tivesse deficiência intelectual.
   Ela atribui seu desenvolvimento ao apoio da família. Seus pais a incentivavam sempre, mesmo nas situações mais difíceis. "Na escola também havia um outro extremo, na classe me consideravam a aluna exemplar por causa das seqüelas, mas na hora do lanche eu ficava com as excluídas (a mais gorda, a mais feia, etc.). Estas circunstâncias levaram-me a um desequilíbrio psíquico muito forte, que quase me colocaram em um hospício", afirma.
   Suely gostaria que a sociedade a tratasse como as outras pessoas, vendo-a como ser humano, apesar das diferenças, e não como um ser incapaz com necessidade de tutela. "A sociedade deveria rever sua hipocrisia, fingindo que não é preconceituosa, e olhar profundamente para ela mesma, os indivíduos que a compõem, e se conhecer melhor. Talvez, agindo assim, as diferenças diminuiriam gradativamente", observa.


Felipe Sales.

   Também o pequeno Felipe, de quatro anos, é um garoto com PC, mas isso não é sequer imaginado por quem o vê serelepe pelos corredores da Divisão de Medicina de Reabilitação do HC (DMR), onde faz reabilitação e conquista a todos com seu sorriso maroto. Sua mãe, Maria Paula Sales, psicóloga, conta que sua gravidez foi sem intercorrências, calma e normal. O filho apresenta pequena dificuldade motora em membros inferiores e braço esquerdo.
   "Ele tem uma rotina normal, como qualquer outra criança, brinca, vai à escola, adora cantar e dançar, enfim, é uma criança muito alegre", destaca a mãe. Com a reabilitação, ela espera que as seqüelas, que não são acentuadas, sejam ainda mais amenizadas e que ele consiga cada vez com mais facilidade realizar as atividades de vida diária. "Espero que ele se realize como pessoa e que a pequena deficiência que ele apresenta não o impeça de fazer o que ele gostar e quiser", afirma.

Jornal da AME. edição nº. 65, outubro / 2007.
Maria Isabel da Silva - Jornalista DMR HC FMUSP. Editora do Jornal da AME.


Deficientes representam 24% da população do Brasil, diz IBGE

Deficientes representam 24% da população do Brasil, diz IBGE

MARINA PITA

   Os dados do Censo de 2010 mostram um aumento de dez pontos percentuais na quantidade relativa de pessoas com deficiência em relação ao total da população população brasileira em dez anos. Em 2000, as pessoas com deficiência correspondiam a 14%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dez anos depois, o porcentual é de 24%, equivalente a 45,6 milhões de pessoas, ou cerca de um quarto dos brasileiros.
   O dado, no entanto, pode provocar uma interpretação equivocada da realidade. Segundo especialistas o aumento no número de pessoas que se declara com deficiência não necessariamente significa um aumento deste grupo populacional. Uma das hipóteses levantadas pela Secretária Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, é que os números estejam refletindo uma mudança comportamental impulsionada pelos avanços sociais.
   "No momento em que o cidadão vê que seus direitos começam a ser respeitados, pode assumir com mais dignidade a sua condição. Assim, talvez muitas pessoas que no Censo anterior tenham deixado de declarar a deficiência, passaram agora a fazê-lo", afirmou.
   Outro fator que pode ter implicado no aumento do número de pessoas com deficiência registradas no Censo é a mudança no padrão de levantamento deste dado. Conforme nota da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, o IBGE alterou o método de coleta deste dado, tendo como base uma série de estudos e testes em parceria com entidades internacionais.
   Ao responderem o questionário, os entrevistados informaram se cada morador do domicílio tem dificuldade permanente de enxergar, de ouvir e de caminhar ou subir degraus, bem como o grau de dificuldade em cada item.
   "O conceito influi no percentual de pessoas com encontradas na população. Como nós utilizamos o conceito de limitação de atividades, o nosso número é maior do o encontrado em alguns países. Se pegássemos somente nível máximo de severidade, teríamos um percentual menor de pessoas com deficiência", explica Alicia Bercovich, coordenadora do Comitê do Censo Demográfico do IBGE.

Fonte: Terra
Dez dicas ao relacionar com uma pessoa com PC (Paralisia Cerebral)

Dez dicas ao relacionar com uma pessoa com PC (Paralisia Cerebral)

De Jairo Marques
1. Não trate a pessoa com PC como se ela fosse doente! Paralisia Cerebral não é doença!
    Isso vale até para médicos, acredite!
    Paralisia Cerebral é uma desordem neurológica, um distúrbio do movimento e da postura causado por lesão cerebral ocorrida na gravidez ou nos primeiros meses de vida, normalmente causada por falta de oxigênio (hipoxia).
    Perguntas como “ela é doentinha?” ou “qual é o problema dela”, são antipáticas e demonstram falta de sensibilidade.
    Pense bem, antes de falar.
2. Antes de abordar uma pessoa com PC, procure saber qual é a deficiência.
    Isso é importante especialmente no caso da paralisia cerebral, já que ela pode assumir várias formas.
    O que parece, pode não ser. É comum que as pessoas pensem que o tal que está numa cadeira - ou que tem limitações motoras - não entende nada do que está sendo dito e por isso se permitem fazer comentários inadequados, tais como, "Coitadinho!”, “Qual que é problema dele?”, “O que ela tem?”, “Ele nasceu assim?”, “Ela entende alguma coisa?”
3. Não ignore sua presença nem menospreze sua capacidade intelectual!
    Paralisia Cerebral não é doença mental.
     Algumas pessoas apresentam déficit cognitivo (de entendimento) associado ao quadro motor, mas o que define a paralisia cerebral é uma disfunção motora e não intelectual.
4. Tente descobrir o melhor meio de se comunicar com uma pessoa com PC
    Muitos deles apresentam prejuízos na fala, mas isso não significa que não possam se expressar.
    Ainda que não fale, isso não quer dizer que não entende o que está sendo dito.
    Se estiver interessado, tente se comunicar e observe a expressão da pessoa que tem meios muito eficientes de comunicação: sorrisos, olhares,  acenos, gestos.
     Basta você querer e ter paciência que a conversa vai se dar.
5. Nem todo PC é cadeirante e nem todo cadeirante tem paralisia cerebral.
    Algumas crianças com PC conseguem andar antes dos sete anos e outros nunca andarão. Depende da extensão da lesão, do tratamento etc.
    Se a pessoa diz que tem PC e não usa cadeira de rodas, não diga: “ah, mas nem parece”, como se a lesão fosse algo a ser estampado no rosto de alguém.
 
6. A Paralisia Cerebral não é contagiosa, portanto não perca a oportunidade de conviver e aprender com a diferença.
    Ensine as crianças que estão à sua volta que o simples fato de estar numa cadeira de rodas ou ter expressões diferentes daquelas com as quais se costuma conviver, não faz de um PC um ser com o qual não é possível  brincar, conversar, se relacionar.
7. Não infantilize as pessoas com paralisia cerebral.
   Não se esqueça que na maioria das vezes a PC não acarreta comprometimento cognitivo.
   Todos crescem, amadurecem, envelhecem. A pessoa com PC não se mantém criança indefinidamente. É comum ver pessoas mal informadas sobre a deficiência quase fazendo "bilu-tetéia" com homens e mulheres de 20, 30 ou 40 anos.
8. Não olhe alguém com PC como se fosse um ser exótico.
    Estima-se que surjam de 30 mil a 40 mil novos casos de paralisia cerebral por ano no Brasil.
    Então, eles não são raridade nem bicho de sete cabeças.
9. Não tenha medo de se aproximar de alguém com uma órtese (aparelho ortopédico, bengalinha, etc.).
    Algumas pessoas com PC usam aparelhos para corrigir posturas, evitar deformidades e melhorar funções.
    Esses aparelhos não tornam seus usuários agressivos ou exóticos. Assim como algumas pessoas usam sapatos especiais, outras usam cadeira de rodas, umas usam próteses e outras usam órteses.
     Não mexa em seus aparelhos sem pedir autorização, mesmo das crianças! Se estiver curioso, converse com a pessoa.
10. Sempre vale o bom senso:  nada de piedade, mas condições iguais, companheirismo!
    Normalmente, a pessoa com PC não precisa de tantos cuidados especiais. Aliás, a maioria precisa mesmo é de boas condições de acessibilidade.
     Assim, não fique cheio de dedos em convidá-los para festas. PCs também fazem aniversário, vão ao cinema, viajam, estudam, namoram, compram e fazem tudo o mais que todo mundo faz.

* Para saber mais sobre paralisia cerebral acesse: www.apcb.org.br, http://www.schwartzman.com.br
Atletismo paraolímpico. Modalidade que mais rendeu medalhas ao Brasil.

Atletismo paraolímpico. Modalidade que mais rendeu medalhas ao Brasil.

Participam atletas com deficiência física e visual, em provas masculinas e femininas, que têm especificidades de acordo com a deficiência dos competidores e se dividem em corridas, saltos, lançamentos e arremessos.

   Desde os Jogos de Roma, em 1960, o atletismo faz parte oficialmente do esporte paraolímpico. As primeiras medalhas do Brasil em Paraolimpíadas na modalidade vieram em 1984, em Nova Iorque e em Stoke Mandeville, Inglaterra. Nos Estados Unidos foram conquistadas seis medalhas: uma de ouro, três de prata e duas de bronze. Na cidade inglesa, o Brasil obteve cinco medalhas de ouro, nove de prata e uma de bronze. Em Seul (1988), mais três de ouro, oito de prata e quatro de bronze. Na Paraolimpíada de Barcelona, em 1992, os competidores trouxeram três medalhas de ouro e uma de bronze. Em Atlanta (1996), o Brasil conquistou cinco medalhas de prata e seis de bronze. Em Sydney (2000) foram quatro de ouro, quatro de prata e uma de bronze. Mas foi em Atenas, em 2004, que o atletismo brasileiro mostrou sua força: 16 medalhas no total, sendo cinco de ouro. Em Pequim (2008), foram 14 medalhas, sendo quatro de ouro, três de prata e sete de bronze, com destaque para Lucas Prado que conquistou três medalhas de ouro. Nos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro (2007) o Brasil terminou em primeiro lugar geral, com 25 medalhas de ouro, 27 de prata e 21 de bronze, totalizando 73 medalhas na modalidade.
   O atletismo paraolímpico é a modalidade que mais rendeu medalhas ao Brasil, com destaque para Ádria Santos, a maior medalhista do Brasil na competição conquistando ao todo 13 medalhas em 6 Paraolimpíadas. Logo aos 14 anos, ela esteve em Seul 1988 e conquistou 2 pratas. Em Barcelona 1992, a brasileira ganhou sua primeira medalha de ouro. Em Atlanta 1996 conquistou 3 pratas, mas foi em Sydney 2000, que Ádria teve a sua melhor participação, com dois ouros e uma prata. Atenas 2004 lhe rendeu 1 medalha de ouro e 2 de prata, e na sequência em Pequim 2008, 1 de bronze.
   Atletas com deficiência física e visual, de ambos os sexos, podem praticar a modalidade. As provas são de acordo com a deficiência dos competidores, divididas entre corridas, saltos, lançamentos e arremessos. Nas provas de pista (corridas), dependendo do grau de deficiência visual do atleta, ele pode ser acompanhado por um atleta-guia, que corre ao seu lado ligado por uma cordinha. Ele tem a função de direcionar o atleta, mas não deve puxá-lo, sob pena de desclassificação. As competições seguem as regras da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), com algumas adaptações para o uso de próteses, cadeira de rodas ou guia, mas sem oferecer vantagem em relação aos seus adversários. No Brasil, a modalidade é administrada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro.

Classificação

Para provas de campo – arremesso, lançamentos e saltos
F – Field (campo)

F11 a F13 – deficientes visuais
F20 – deficientes mentais
F31 a F38 – paralisados cerebrais (31 a 34 -cadeirantes e 35 a 38 – ambulantes)
F40 – anões
F41 a F46 – amputados e Les autres
F51 a F58 – Competem em cadeiras (seqüelas de Polimielite, lesões medulares e amputações)
Para provas de pista – corridas de velocidade e fundo
T – track (pista)

T11 a T13 – deficientes visuais
T20 – deficientes mentais
T31 a T38 – paralisados cerebrais (31 a 34 -cadeirantes e 35 a 38 – ambulantes)
T41 a T46 – amputados e les autres
T51 a T54 – Competem em cadeiras (seqüelas de Polimielite, lesões medulares e amputações)

OBS: A classificação é a mesma para ambos os sexos. Entretanto, os pesos dos implementos utilizados no arremesso de peso e nos lançamentos de dardo e disco variam de acordo com a classe de cada atleta.




Injeções mal aplicadas podem deixar pacientes paraplégicos. Saiba porque

Injeções mal aplicadas podem deixar pacientes paraplégicos. Saiba porque

   O fechamento de uma farmácia na última quarta-feira(5), em Campo Grande, onde o dono do estabelecimento estaria aplicando injeções sem ter um curso especializado chamou a atenção para um perigo à saúde da população e deixou um pergunta no ar. Quem pode e quem não pode aplicar uma injeção?
   O risco de uma má aplicação pode levar a morte ou deixar a pessoa paraplégica. Depois de levar um susto com um medicamento mal aplicado na infância, Mariana Pinato, se tornou uma farmacêutica dedicada. A injeção de antibiótico aos dois anos de idade, era para curar uma inflamação na garganta, mas causou a perda nos movimentos de uma das pernas.
   A agulha passou de raspão no principal nervo dos membros inferiores, chamado de “ciático”. Um erro de quem aplicou o remédio e que só foi reparado com tratamento. “No meu caso, eu tive a oportunidade de fazer um bom tratamento, tanto clínico como de fisioterapia e aí o nervo que havia atrofiado voltou ao normal e eu não tive conseqüências maiores. Na época eu fiquei praticamente um ano sem os movimentos da perna. Hoje, minha perna é normal, mas existem pessoas que não chegam a perdem os movimentos de vez”, contou a jovem.
  O presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF), Ronaldo Abrão, lembra que uma injeção aplicada de maneira errada pode ter conseqüências ainda piores. “A qualificação necessária para aplicação dá ao profissional a noção exata de quais são os locais apropriados para as aplicações; a diferença entre a injeção intramuscular e endovenosa (com aplicação na veia) para que não seja aplicada em local errado. Mesmo assim, aplicando no músculo, se for nas nádegas, por exemplo, há o risco de que esta agulha acerte o nervo ciático, provocando seqüelas durante toda a vida do paciente que foi lesado”, explica Ronaldo.
   Qualquer pessoa que tenha feito um curso para aplicar injeções pode atuar no mercado de trabalho, inclusive dentro de farmácias. Neste caso, é necessário ter a supervisão de um farmacêutico responsável pelo estabelecimento.
   Quem não respeita a lei corre o risco de ser punido. Nesta quarta-feira (5) uma farmácia da Capital foi fechada por policiais da delegacia do consumidor e da Vigilância Sanitária.
   O dono, Joaquim Jorge de Alencar, de 49 anos, estaria aplicando injeções sem autorização e não havia um farmacêutico responsável no momento da vistoria. Para evitar ser atendido por pessoas sem qualificação, a dica é sempre perguntar.
   “Ao entrar em um estabelecimento farmacêutico, que não é uma clínica especializada, por exemplo, a pessoa deve se certificar de que está em um estabelecimento que cumpre a legislação, e portanto, mantém um farmacêutico habilitado por todo o horário de funcionamento. É preciso saber ainda se é o profissional que está aplicando a injeção, no caso de não ser o farmacêutico, possui um curso para este procedimento. E, mesmo tendo curso, é necessária a supervisão de um farmacêutico responsável”, alertou ainda, o presidente do conselho, Ronaldo Abrão.
   Para evitar correr riscos é bom seguir a orientação do CRF. Antes de tomar uma injeção, se informe se a farmácia tem um farmacêutico ou uma pessoa com curso prático de aplicação.

Dados censitários são uma das principais causas do fracasso das políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência


Data: 05-02-2011

   O censo de 2010 realizado pelo IBGE, da mesma forma que o censo de 2000, não conseguiu levantar com fidelidade as informações sobre as pessoas com deficiência no Brasil, tanto quantitativamente quanto qualitativamente.
   No caso das pessoas cegas e surdo cegas , o número levantado pelo censo de 2000, informou que o Brasil têm 128.000 pessoas cegas e surdo-cegas.
   Trata-se de um número bastante equivocado, pois se compararmos com percentuais de pessoas cegas da população mundial estimados pela Organização Mundial de Saúde com os do censo do IBGE de 2000, os dados brasileiros que apontaram 128.000 cegos no Brasil ( cerca de 0, 075% da população) estão muito aquém da média mundial, que é aproximadamente 0, 6% da população.
   Como no censo que 2010 o mesmo critério foi utilizado, os resultados deverão também apontar números muito inferiores à média mundial.
   Entretanto o resultados do projeto “Pequenos Olhares”, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia apontaram para números semelhantes aos da OMS, conforme abaixo.
   Os Deficientes Visuais no Brasil: em 2004, eram cerca de 4 milhões de pessoas (acuidade visual no melhor olho entre 20/60 e 20/400).
   Sendo 60% das cegueiras são evitáveis; 90% dos casos de cegueira ocorrem mais em áreas pobres; 40% têm conotação genética (são hereditárias); 25% têm causa infecciosa e 20% das cegueiras já instaladas são recuperáveis.
   A Cegueira no adulto: As quatro maiores causas são a catarata, o glaucoma, o diabetes (via retinopatia diabética e suas complicações) e a degeneração macular relacionada à idade.   Outras incluem o tracoma, os traumatismos, as uveorretinites, o descolamento de retina, as infecções, tumores e hipertensão arterial.
   Cegueira Infantil: Anomalias do desenvolvimento, as infecções transplacentárias e neonatais (como exemplo, a toxoplasmose, a rubéola, a sífilis), a prematuridade, os erros inatos do metabolismo, as distrofias, os traumas e os tumores.
Por questões sociais conhecidas a cegueira na população brasileira distribui-se da seguinte forma estatística:
  • 0,3% da população em regiões de boa economia e com bons serviços de saúde;
  • 0,6% da população em regiões de razoável economia e com pobres serviços de saúde;
  • 0,9% da população em regiões de pobre economia e com pobres serviços de saúde;
  • 1,2% da população em regiões de muito pobre economia e com muito pobres serviços de saúde.

   Pelo estudo de 2004 feito pela CBO, as estimativas sobre o número de cegos no Brasil oscilavam entre 1 milhão e 1,2 milhões de pessoas, com as seguintes médias:
Regiões de pobre economia e com pobres serviços de saúde - 85 milhões X 0.9% = 765.000
Regiões de razoável economia e com pobres serviços de saúde – 69 milhões X 0.6% = 414.000
Regiões de boa economia e com bons serviços de saúde - 16 milhões X 0.3% = 48.000
Total = 1.227.000
   Mas se a base for o mesmo percentual utilizado pelo USA (0,3% da população) , chegaremos a num número aproximado de 570.000 pessoas cegas no Brasil, para uma população atual de 190 milhões.
   Então podemos dizer sem erro que o Brasil tem entre 570.000 e 1.200.000 pessoas cegas, dependendo apenas do conservadorismo com que queiramos encarar este problema nacional.
E quantos são surdos cegos?
   Por falta de dados censitários e se utilizamos os números americanos ( Gallaudet University – Deaf-Blind in USA 2007 ), que estimam que 0,015% da população dos USA é surdo-cega , poderemos estimar para 190 milhôes de habitantes do Brasil, cerca de 28.500 são surdos-cegos, sendo que destes cerca de 7.250 são crianças ou adolescentes, isto sem consideramos o aumento dos percentuais, relativos a fatores como ausência de um sistema de saúde de qualidade e a pobreza existente ainda em muitas regiões do País.
   Se projetarmos essa avaliação para as demais deficiências , chegaremos a conclusão que nada poderá ser feito sem a realização de um censo específico, que mensure e localize as pessoas com deficiência , pois os atuais dados censitários excluem milhões delas e impedem que os gestores públicos formulem políticas de apoio apropriadas e proporcionais as necessidades das pessoas com deficiência, dificultando seu acesso a educação e ao trabalho e impedindo o pleno exercício da cidadania.

Referências Bibliográficas:

The 2007 National Child Count of Children and Youth who are Deaf-Blind The Teaching Research Institute ,Western Oregon University ,The Helen Keller National Center ,Sands Point, New York ,The Hilton-Perkins Program -Watertown, Massachusetts – 2008
Censo Brasileiro de 2000 – Instituto Brasileiro de Geografia Estatística – IBGE
Projeto Pequenos Olhares– Elisabeto Ribeiro Goncalves, Marcos Avila, Nelson Lousada – Conselho Brasileiro de Oftalmologia– 2004
Organização Mundial da Saúde – Previsão para cegueira em 2020 – Tribuna da Bahia – 02/09/2010

Fonte: Acessibilidade Brasil
20 jovens ficam paraplégicos em mergulhos na praia

20 jovens ficam paraplégicos em mergulhos na praia

   Só este ano, 20 jovens estão em risco de ficar paraplégicos por terem mergulhado em locais perigosos. (actualizada)
   A época balnear começou há apenas um mês, mas já se revelou trágica para, pelo menos, 20 jovens que devido a mergulhos mal calculados sofreram lesões graves na coluna cervical.
   Os dados foram avançados ao SOL por Nuno Leitão, porta-voz do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN). «São quase todos rapazes entre os 10 e os 20 anos», esclarece o responsável, explicando que os acidentes ocorreram porque os adolescentes mergulharam em locais com rochas no fundo ou poucos profundos.
   Segundo Nuno Leitão, quando foram levadas pelas equipas médicas, estas 20 vítimas já «não sentiam os membros inferiores pelo que a probabilidade de ficarem paraplégicos é grande».
   Só a Capitania do Porto de Cascais registou duas ocorrências desta gravidade no último mês: uma na Praia de Carcavelos, no início de Julho e outra numa zona de areal não vigiada da praia de São Julião da Barra, em Oeiras, a 23 de Junho. «Em ambos os casos, as pessoas saltaram para águas pouco profundas», adiantou fonte do organismo, recusando prestar mais esclarecimentos.
   Nuno Leitão admite que os números de mergulhos perigosos verificados este ano são superiores aos das épocas balneares passadas e sublinha a importância de se respeitarem as regras de segurança. «O ISN tem aumentado as campanhas de alerta aos banhistas para não mergulharem em lugares que não conhecem, seja em que praia for, vigiada ou não». E deixa um aviso: «Todas as praias têm riscos, se as pessoas não tiverem os cuidados elementares de segurança».

Fonte: Sol.sapo.pt
Um pouco da história do handebol em cadeira de rodas

Um pouco da história do handebol em cadeira de rodas

   Inicialmente em 2003 foi desenvolvida a primeira proposta de adaptação do Handebol convencional para a prática de pessoas com deficiências, sendo desenvolvida na UNICAMP (ITANI, ARAÚJO e ALMEIDA, 2004) pelos professores Daniela Eiko Itani, Paulo Ferreira de Araujo e Jose Julio Gavião de Almeida. Estes autores desenvolveram o primeiro estudo sobre as possibilidades de adaptação do Handebol para a pratica por parte das pessoas com Deficiência.
   No ano de 2005 foi realizada por docentes da Universidade Paranaense – UNIPAR/TOLEDO/PR (Décio Roberto Calegari, José Irineu Gorla e Ricardo Alexandre Carminato) a adaptação do Handebol em Cadeira de Rodas (HCR), para a prática por pessoas com Deficiência Física, (CALEGARI, GORLA e CARMINATO, 2005). Desde então a modalidade vem crescendo bastante e alguns estudos têm sido realizados para fornecer base científica a este crescimento, dentre os quais podemos citar: Costa e Silva et. al. (2007), Calegari et. al (2007), e Calegari et. al. (2008). 
   O HCR é um esporte muito parecido com sua versão convencional, sendo que a principal adaptação é a redução da trave através de uma placa para dar possibilidades de defesa aos goleiros, ficando com a altura de 1,60 cm para que o jogador em sua cadeira alcance o travessão, sendo assim possa efetuar as defesas sem desvantagens (CALEGARI, GORLA e CARMINATO, 2005). Divide-se em duas modalidades o HCR 4 (que adapta o Handebol em Areia para a pratica em quadra) e HCR 7 (que adapta as regras do handebol de salão para 7 jogadores). De acordo com à classificação funcional o HCR 4 permite um total.

Para saber mais sobre o esporte compre o livro:

Handebol em cadeira de rodas
Autor(es): Paulo Ferreira De Araujo, Jose Irineu Gorla, Decio Roberto Calegar
Editora: PHORTE
Preço: R$ 18,00
Site: 
http://www.livrariaresposta.com.br/v2/produto.php?id=208803 e






Ministério Público investiga “fábrica de deficientes”

Ministério Público investiga “fábrica de deficientes”

   O Ministério Público do Trabalho (MPT) está investigando um novo esquema de fraudes em concursos públicos. Trata-se de “fabricar deficientes físicos” através de um esquema bem montado, que envolve médicos peritos que assinavam atestados falsos para supostos portadores de deficiência física. A maioria dos casos envolvia pessoas sem qualquer deficiência que compravam atestados por até cinco mil reais, mas também havia pessoas com leves deficiências, insuficientes para caracterizá-las como portadores de deficiência, que buscavam concorrer às vagas destinadas a pessoas com necessidades especiais. 
   O MPT está investigando para evitar que pessoas que não deveriam estar concorrendo a essas vagas, se beneficiem de brechas da lei. Um dos recursos que têm sido utilizados é a verificação junto aos Departamentos de Recursos humanos das empresas para saber se os candidatos aprovados já eram contratados como tal. – Num país como o Brasil, mais de 70% das empresas não ocupa as vagas destinadas a portadores de necessidades especiais, incorrendo em pesadas multas. É claro que existir um candidato qualificado, que já fosse empregado na iniciativa privada, e lá não estivesse enquadrado como tal, seria um indício de fraude. Isso porque as empresas são ávidas por pessoas enquadráveis na lei e se eles pudessem ser enquadrados como tal, já teriam sido. Como a sanção administrativa para o golpe normalmente se restringe à reclassificação do candidato para as vagas normais, a medida não desencoraja os golpistas. Assim, o MPT resolveu atuar, sendo que a pena para esses casos pode chegar a até cinco anos de prisão.

Opinião do Icep Brasil 

   As pessoas com deficiência sempre tiveram grandes dificuldades no que diz respeito ao acesso a educação, (ensino fundamental, médio, superior, Cursos em geral e cursinhos pra concursos), isso reflete quando essas pessoas se inscrevem nos concursos fazem as provas e depois do resultado, verifica-se que os candidatos aprovados é inferior ao número de vagas disponibilizadas 5% do total. Não bastasse a omissão por parte dos governos nas ações que promovem a Inclusão Social e Igualdade de Oportunidades agora mais essa modalidade de fraude nos concursos públicos. Achamos importante as empresas responsáveis pelos concursos, pesquisar a situação do candidato aprovado, se o mesmo já trabalhou ou se o seu atestado é da rede do SUS ou conveniada para evitar a "fabrica de deficientes". Considero que as entidades tem um papel fundamental e pode muito contribuir com informações com o objetivo de dificultar esse tipo de fraude. O Icep Brasil vai se colocar a disposição das empresas responsáveis pelos concursos públicos e do Ministério Público com o objetivo de contribuir para sanar com mais esse absurdo.


Fonte de informação da assessoria de comunicação do ICEP BRASIL
Site:          www.icepbrasil.com.br
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