Guia de comunicação inclusiva para pessoas com deficiência é lançado pela Talento Incluir
O Grupo Talento Incluir – ecossistema da diversidade e inclusão com foco em pessoas com deficiência, pioneiro no Brasil – acaba de lançar o Guia de Comunicação Inclusiva sobre Pessoas com Deficiência, direcionado principalmente para profissionais de comunicação. A publicação está disponível para download gratuito.
Trata-se de uma prestação de serviço que tem como objetivo avançar na comunicação inclusiva e trazer as terminologias mais indicadas, legislação, aspectos sobre fotos, vídeos cuidados na condução de entrevistas e na produção de conteúdo e reportagens que abordem o universo das pessoas com deficiência. Totalmente colaborativo, o material nasce com uma proposta de estar sempre aberto para receber novas contribuições por pessoas interessadas pelo tema.
Além disso, o Guia de Comunicação Inclusiva sobre Pessoas com Deficiência foi idealizado para servir como uma ferramenta importante para colaborar com a inclusão produtiva, abordando temas como capacitismo, cripface, representatividade, acessibilidade, diversidade, legislação, interseccionalidade, inclusão no mercado de trabalho e demais temas sobre essa parcela importante da população.
O documento também traz dicas da mais nova empresa do Grupo Talento Incluir, o UinStock, primeiro banco digital e nacional para a produção e venda de imagens de diversidade da população brasileira pouco representada. Site externo O banco nasce com mais de 400 fotos e com a perspectiva de alcançar 3 mil imagens nos próximos meses, que incluem: pessoas com deficiência, geração 50+, gênero, LGBTQIAP+, raça, regionalidades e suas interseccionalidades.
Também apresenta uma lista de criadores de conteúdos, influenciadores digitais com deficiência, além de jornalistas e veículos que trazem informações e conhecimento.
De acordo com dados do último Censo do IBGE (2010), o Brasil tem 45 milhões de pessoas com deficiência, o que significa ¼ da população. O que mostra que apesar de ser uma parcela relevante da população, as pessoas com deficiência ainda são sub-representadas.
“Acreditamos que a comunicação é um importante caminho para promover liberdade, igualdade, equidade e dignidade a todas as pessoas. Desejamos que esse conteúdo inspire todas as pessoas e profissionais de comunicação, para aumentar o seu conhecimento sobre nós, pessoas com deficiência e, muito em breve, esse nosso guia não seja mais necessário”, destaca a CEO do Grupo Talento Incluir, Carolina Ignarra.
Com informações de assessoria de imprensa.
Fonte: Vida mais Livre
Mês da Inclusão Social da Pessoa com Deficiência: veja quem faz a diferença
Vamos prestigiar algumas pessoas que fazem a diferença para um mundo com mais oportunidades para todos
Muito mais do que vencer entraves arquitetônicos, a acessibilidade tem também o objetivo de eliminar barreiras comunicacionais, metodológicas, instrumentais, programáticas, naturais e atitudinais. Uma sociedade inclusiva beneficia pessoas com e sem deficiência e está na hora de todos nos engajarmos e promovermos a importância da acessibilidade em tudo o que fazemos.
Pois bem, o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência vem aí, e nada mais justo que aproveitarmos o momento para prestigiar algumas pessoas que têm se engajado e feito a diferença para um mundo com mais oportunidades para todos! Confira:
Mara Gabrilli
Se você acompanha o Guiaderodas há algum tempo, com certeza já ouviu falar de Mara Gabrilli: além de Secretária da Pessoa com deficiência de São Paulo e Deputada Federal por dois mandatos consecutivos, Mara foi relatora da Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, dedicada a “promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania” (Art,1º). Nas palavras da própria Mara:
Mara Gabrilli
“A LBI não é uma conquista só das pessoas com deficiência. Cada linha de sua redação representa os anseios da sociedade em geral e um trabalho de uma parte significativa do parlamento brasileiro, que deixou de lado bandeiras para arregaçar as mangas e trabalhar por uma causa muito maior.“ Mara Gabrili em seu blog pessoal
Atualmente, Mara Gabrilli é senadora pelo PSDB/SP, após ter conquistado mais de 6,5 milhões de votos nas eleições de 2018. Seu mandato se encerra em 2026.
Marcos Mion
É bastante comum associar Marcos Mion a programas como “Piores Clipes do Mundo” e “Legendários”, quando na verdade sua atuação vai muito além da carreira de apresentador! Hoje, ele é considerado referência na luta pelos direitos das pessoas que se enquadram no espectro autista, tendo inclusive colaborado ativamente para a promulgação da lei 13.977/20, também conhecida como lei Romeo Mion, que oferece, entre outras coisas, uma carteira gratuita que garante atendimento prioritário em postos de saúde, escolas e hospitais. 
Marcos Mion
“Esse é um legado decretado e assinado! Pra sempre. É uma emoção MUITO forte conseguir emplacar uma lei que beneficia milhões de pessoas que nunca nem vou conhecer. Tudo motivado pelo amor, pelo respeito e pela empatia!“ Marcos Mion, em seu perfil no Instagram
A militância de Mion começou em 2005, quando nasceu seu filho Romeo, que se enquadra no espectro – e sim, a lei 13.977/20 foi nomeada em sua homenagem! A partir daí, o apresentador dedicou parte considerável de sua vida em ações e campanhas em prol de medidas que tornem o Brasil mais preparado para receber pessoas que possuem Autismo!
Maria da Penha
Maria da Penha tinha 38 anos e três filhas quando tomou um tiro de espingarda e ficou paraplégica – história que já seria trágica o suficiente se o atirador em questão não fosse exatamente a pessoa que jurou amá-la e protegê-la até que a morte os separasse – seu então marido, o professor universitário colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, que simulou um assalto numa tentativa de se livrar da responsabilidade pelo tiro. Como desgraça pouca é bobagem, assim que Maria voltou para casa do hospital sofreu um novo ataque do marido, que tentou eletrocutá-la no chuveiro.
Maria da Penha
Quando os investigadores constataram a culpa de Viveros, Maria conseguiu sair de casa com as meninas contando com proteção policial, mas se passariam 19 anos até que ela conseguisse colocar seu agressor na cadeia, já que nos anos 80 ainda não havia no Brasil punições previstas na lei para casos de violência doméstica. Viveros foi condenado em 2002, dois meses antes de seu crime ser prescrito na justiça, e solto em 2004. Dois anos mais tarde nasceu a lei Maria da Penha, que reconhece a gravidade dos casos de violência doméstica e retira dos juizados especiais criminais – responsáveis por analisar delitos considerados de menor potencial ofensivo – a autoridade para julgá-los.
Hoje, Maria da Penha tem 75 anos e lidera a ONG que leva seu nome, dedicada a combater a violência contra a mulher. Em 2016, foi cogitada para receber o prêmio Nobel da Paz, além de ter sido incluída na lista “10 pessoas que mudaram as vidas de outras mulheres no mundo” desenvolvida pela ONU Mulheres.
Rodrigo Mendes
Taí outro nome que você decerto já ouviu falar se acompanha nossas postagens: Rodrigo Mendes é uma das maiores autoridades em educação inclusiva no Brasil, e há mais de um quarto de século lidera projetos pedagógicos que, juntos, já capacitaram mais de 9 mil educadores em todo território nacional.
Rodrigo Mendes
Tudo começou lá em 1994, ano de nascimento do Instituto Rodrigo Mendes, na época uma escola de artes para pessoas com deficiência que, em ateliês compostos por até 15 pessoas, tinha como foco usar as artes visuais como um fator de promoção de transformação social.
O sucesso da proposta foi tamanho que poucos anos mais tarde, em 2005, Rodrigo foi procurado por alguns professores interessados em serem treinados para atenderem melhor às necessidades de seus alunos com deficiência: surgiram, assim, os primeiros cursos de capacitação do Instituto, realizados em três escolas públicas da região do Butantã.
Desde então, os cursos de capacitação do Instituto Rodrigo Mendes já beneficiaram mais de 100 mil alunos nas redes pública e privada! Além disso, em 2018 o Instituto lançou, em parceria com a Unicef, um curso online gratuito de capacitação em educação física inclusiva, ou seja, agora professores de todo Brasil podem se informar e inserir o ensino inclusivo em suas rotinas pedagógicas!
Alexandre Amorim
Raul Seixas já dizia que um sonho sonhado junto se torna realidade, e foi graças ao sonho compartilhado pelos colegas de faculdade Alexandre Amorim, Diego Hideo Tutumi e Luiz Hamilton Ribas que em 2010 nasceu a Ação Social para a Igualdade das Diferenças (ASID), projeto que tem os objetivos de unir pessoas com deficiência, suas famílias, instituições, empresas e voluntários para construir uma sociedade inclusiva.
Alexandre Amorim
A ideia surgiu em decorrência das dificuldades encontradas pela família de Alexandre para encontrar uma escola que atendesse às necessidades de sua irmã Laura, que nasceu com Síndrome de Down e se enquadra no espectro autista. A busca por uma escola para Laura acabou colocando Alexandre em contato com outras famílias que passavam por situações similares. Assim, em 2008 ele desenvolveu um projeto acadêmico visando ajudar essa parcela da população!
Hoje a ASID se articula em três frentes interligadas: Empoderamento das famílias, Desenvolvimento da Pessoa com Deficiência e Inclusão no Mercado de Trabalho, e seus projetos já impactaram mais de 20 mil famílias só no estado de São Paulo.
Carolina Ignarra
“Precisamos de pontes, e não de muros”. Essa frase, de autoria do pensador Zygmund Bauman, descreve com precisão a missão de Carolina Ignarra, fundadora da Talento Incluir, consultoria especializada em promover a relação entre profissionais portadores de deficiência no mercado de trabalho: em pouco mais de 12 anos de atuação, a Talento Incluir levou a cultura de inclusão a mais de 300 empresas por meio de treinamentos feitos sob medida, e recolocou mais de 7 mil pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
Carolina Ignarra
Só em 2019, a consultoria aumentou em 30% as contratações de pessoas com deficiência no mercado de trabalho em comparação com 2018.
Esses números não passaram despercebidos – em março deste ano, Carolina foi eleita uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil pela Revista Forbes:
“Um reconhecimento dessa importância não se trata apenas de um destaque pessoal. É um reflexo da seriedade e comprometimento do trabalho de uma equipe que acredita que a diversidade nas empresas não é um projeto assistencialista. Ela traz resultados“. Carolina Ignarra, em entrevista concedida à Forbes
Silvana Cambiaghi
O currículo de Silvana Cambiaghi por si só renderia um post à parte: arquiteta, mestre em acessibilidade e desenho universal pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade de São Paulo (CPA), membro do grupo de trabalho da revisão da NBR no 9050 e demais Normas Técnicas de acessibilidade da ABNT.
Silvana Cambiaghi
Como se não bastasse tudo isso, Silvana ainda trabalha há mais de 25 anos na Prefeitura de São Paulo e ministra aulas em cursos de extensão na área de arquitetura, tendo sempre como objetivo preparar engenheiros civis e arquitetos para desenvolverem projetos pensados para acolher as necessidades de pessoas que possuam qualquer dificuldade de locomoção!
Simone Freire
Você já parou pra pensar como uma pessoa com deficiência visual acessa a internet? E uma pessoa com tetraplegia? Pois bem, trabalhar formas para tornar o universo virtual acessível é a missão de Simone Freire, fundadora do Movimento Web Para Todos, que desde 2017 tem lutado por construir espaços virtuais mais democráticos e inclusivos.
A ideia que baseou o surgimento do Web Para Todos começou em 2016 quando Simone, jornalista com mais de uma década de experiência à frente de sua própria agência, foi selecionada pela Goldman Sachs Foundation para entrar no programa 10.000 Women, que prestigia e dá insumos para empoderar mulheres que fazem trabalhos focados em transformação social.
Após passar por um curso de formação de seis meses no qual precisaria desenvolver um projeto relacionado ao seu campo de trabalho, o Movimento começou a tomar forma.
De lá para cá, o Movimento Web Para Todos já reúne mais de 20 organizações parceiras unidas na proposta de tornar a internet brasileira acessível!
Fonte: Guia de Rodas
TCU promove webinário sobre avaliação biopsicossocial da deficiência
O arcabouço jurídico brasileiro e os normativos internacionais estiveram no centro das discussões do webinário Avaliação Biopsicossocial da Deficiência, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com o apoio da Rede de Acessibilidade. Na pauta, questões relacionadas às modificações previstas na Lei 14.176/2021; à regulamentação do artigo 2º da Lei 13.146/2015; à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas em 2006; ao Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IFBrM); e à Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde; entre outras.
O encontro, ocorrido no dia 15/7, reuniu especialistas das áreas da saúde, do direito, do serviço e da assistência social, além da secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Priscilla Gaspar.
Inclusão e participação plena – A moderação do encontro foi feita pelo procurador do Ministério Público junto ao TCU e supervisor da Política de Acessibilidade do Tribunal, Sérgio Caribé. Segundo ele, os processos decisórios sobre avaliação da deficiência devem incluir “quem conhece a realidade em que vive”.
“É a pessoa com deficiência, nas suas múltiplas características, nas suas múltiplas restrições, mas também nas múltiplas barreiras com que se depara, quem melhor sabe a realidade com a qual convive. A realidade social e a realidade de cada indivíduo não podem passar ao largo da avaliação biopsicossocial. E, naturalmente, para que elas possam ser contempladas, as pessoas com deficiência precisam ser ouvidas” (Procurador Sérgio Caribé).
Reflexões acerca dos desafios para a classificação da deficiência, da promoção a direitos fundamentais, do acesso a políticas públicas e do comprometimento da sociedade com a equidade também permearam o encontro. “A avaliação da pessoa com deficiência deve ser técnica, deve ser construída com base nos melhores parâmetros internacionais e deve assegurar a promoção de direitos, que, em resumo, se concretizam com o fomento à igualdade e à garantia da inclusão e da participação ativa das pessoas com deficiência em todas as dimensões da vida social”, ressaltou Caribé.
Assista aqui à íntegra do webinário – https://youtu.be/FfrSbL81Y5U
Mais de 500 pessoas acompanharam as discussões em tempo real, um público formado por profissionais da área da educação e da saúde (psicologia, fisioterapia e nutrição, entre outras), por advogados, juízes e integrantes do poder Judiciário, além de assistentes sociais e representantes de prefeituras e governos estaduais.
O evento foi transmitido, ao vivo, pelo canal do TCU no YouTube, com legendas, descrição em audiovisual e interpretação simultânea em Libras.
Palestrantes
– Priscilla Gaspar, secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
– Lailah Vasconcelos de Oliveira Vilela, médica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com residência em Medicina Preventiva e Social, na área de concentração em Saúde e Trabalho, Mestrado em Saúde Coletiva/Saúde e Trabalho (UFMG).
– Izabel de Loureiro Maior, conselheira do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Rio de Janeiro (COMDEF-Rio) e integrante do Fórum UFRJ Acessível e Inclusiva.
– Heleno Rodrigues Corrêa Filho, médico graduado pela UnB, Post-Doctoral Fellowship em Epidemiologia Ocupacional junto à Johns Hopkins School of Hygiene and Public Health e doutorado em Saúde Pública pela USP.
– Ana Cláudia Mendes de Figueiredo, advogada e ex-conselheira no Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conade), coordenadora do Comitê Jurídico da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), membro da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB-DF.
– Miguel Abud Marcelino, médico, mestre em Saúde Pública e Meio Ambiente e especialista em Infectologia e Medicina do Trabalho, professor da Unifase e pesquisador do Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social – Nippis (Icict/Fiocruz e Unifase).
– Wederson Santos, assistente social do INSS desde 2013, doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília.
– Hugo Frota Magalhães Porto Neto, promotor de justiça de defesa dos direitos das pessoas com deficiência em Fortaleza, membro associado da Associação Nacional do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência (Ampid).
– Lívia Barbosa Pereira, mestre e doutora em Política Social pela UnB, professora adjunta do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), pesquisadora da Anis: Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero e líder do grupo de pesquisa Deficiência, Direitos e Políticas, do Departamento de Serviço Social da UnB.
Fonte: Redação/Secom/TCU
IIª Edição da Pesquisa Hábito de Consumo da Pessoa com Deficiência
A PESQUISA HÁBITOS DE CONSUMO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, foi criada em 2018, com o intuito de entender e analisar alguns comportamentos, no momento da compra de um produto ou serviço. E foi um sucesso!!
De acordo com os organizadores, “agora queremos continuar com a pesquisa disponibilizando sempre informação de qualidade para que cada vez mais os serviços e produtos sejam acessíveis e pensados para todos. E ainda ser uma fonte transformadora através dos dados gerados apoiando pessoas e empresas que desejam evoluir nesse tema tão importante”.
O público alvo da pesquisa é quem tem alguma deficiência ou mobilidade reduzida “está mais que convidado a nos ajudar nessa transformação!
É bem simples, clique no link e preencha a pesquisa”, afirmam os organizadores. A pesquisa está disponível com todos os recursos de acessibilidade.
https://forms.gle/r2rKPBBCLT2Nm9ZN7
Fonte: Revista Reação
Barreiras Atitudinais: Você com certeza já praticou alguma
Professor adapta aula de flauta e aluno com malformação congênita chora
Inclusão na aula de flauta. Um professor de música, dedicado e apaixonado pela profissão, mudou toda sua didática para incluir um aluno com malformação congênita, que tem o lado esquerdo do corpo comprometido.
No primeiro dia da aula online de iniciação musical, Miguel Júnior escolheu músicas que podem ser tocadas com uma mão só. Quando viu que iria conseguir tocar, Luan Matos Camilo Tartari, de 7 anos, se emocionou. Ele começou a chorar e emocionou a todos, inclusive os coleguinhas que participavam da aula virtual.
Luan é de Tubarão, em Santa Cataria e o momento emocionante foi compartilhado nas redes sociais da escola.
Apreensivo
O garoto contou aos pais que estava preocupado com a possibilidade de não conseguir acompanhar os colegas na aula de flauta.
“Tentamos explicar que se ele não conseguisse acompanhar poderia pelo menos aprender as notas musicais. Falamos com o professor Miguel, mas foi no início das aulas, depois com a pandemia e as aulas online não tocamos mais no assunto e fomos surpreendidos na última sexta-feira com essa surpresa”, contou o pai de Luan, Robert Camilo Tartari.
A mãe do garoto ficou tocada com a atitude do professor.
“Ele explicou que essa seria a primeira vez que teria percussão nas aulas para que o Luan pudesse estar presente, que aprendeu músicas para serem tocadas com uma única mão, que serão ensinadas para todos. Foi emocionante!”.
O professor
Miguel Júnior disse que quis mostrar ao Luan que ele tinha possibilidade sim de tocar.
“Pude perceber sua reação na tela e precisei agir com cuidado. Foi aí que a emoção tomou conta da aula, não por mim, mas pela música, pela sensibilidade, pelo bem querer dos amigos e, principalmente, pela vontade dele.
E o professor elogiou a garra do menino.
“Ele tem sede de aprender e talvez a ocasião tenha sido tão tocante pela forma espontânea como ele deixou transparecer isso. Ele queria tanto que acabou se emocionando quando viu que haveria possibilidade. Eu já havia pensado na forma como conduziria as aulas com a flauta para dar oportunidades de ter o Luan conosco, mas não havia ainda partilhado com a turma”, disse o professor, que leciona desde 2008.
Assista o vídeo clicando aqui.
Fonte: Só Notícia Boa
TJDFT produz série de 04 (quatro) vídeos com dicas para interagir com as pessoas com deficiência
O primeiro vídeo da série intitula-se “Lidando com pessoas com deficiência” e aborda, entre outras coisas, nomenclatura, prioridades e exclusividades.
O segundo, “Lidando com pessoas surdas”, o terceiro é voltados à interação com pessoas com deficiência, o quarto vídeo mostra como interagir com pessoas com deficiência visual.
Lembre-se: A inclusão, em seu aspecto atitudinal, depende também de você.
o TJDFT atendeu uma sugestão de servidores com deficiência, no sentido de produzir um material por meio do qual fossem trazidas informações e dicas para ampliar e simplificar o convívio de pessoas com e sem deficiência.
As informações foram colhidas principalmente das vivências dos servidores do Tribunal e foram transformadas em quatro vídeos.
Atualmente, o TJDFT conta com 272 servidores com deficiência em seu quadro de pessoal.
Vídeos:
Como tratar a sexualidade na pessoa com deficiência?
A sexualidade da pessoa com deficiência implica em duplo tabu. Ela assume, muitas vezes, um preconceito entre pessoas que generalizam as incapacidades e limites existentes ao longo do desenvolvimento dessas pessoas com deficiência para a dimensão afetiva e sexual inerente a todo ser humano.
Ao conceituar sexualidade e deficiência, envolvemos questões complexas que englobam aspectos biológicos, psicológicos e sociais. A sexualidade é uma questão abrangente, que tem fundamentos históricos e sociais, e a deficiência, na mesma direção, também abrange um conceito social e histórico, que delimita e julga a diferença em relação a um padrão de normalidade estabelecido ideologicamente. Essa reflexão cabe para todos os tipos de deficiências (sensorial, física e mental).
No entanto, não existe uma sexualidade ''anormal'' relacionada à deficiência mental. O que existe, muitas vezes, é a manifestação inadequada da sexualidade num meio social que julga esses comportamentos como próprios da deficiência, sem considerar que os ambientes familiar e escolar não proporcionam, muitas vezes, condições de aprendizado de comportamentos adequados em relação à manifestação afetiva e sexual. Vale lembrar que desde a infância os pais devem compreender que seus filhos com deficiência mental são pessoas com desejos e prazeres e não eternas crianças, puras e assexuadas.
Já no contexto da surdez não se pode deixar de falar da escola e do quanto ela contribui para a construção dos conceitos ligados à sexualidade, ao preconceito, diferenças, intolerância, ao respeito e ao sexo. Esses são assuntos que permeiam as relações que se estabelecem dentro das escolas e estão ligados aos novos paradigmas que essa escola para todos vem construindo e desconstruindo.
É preciso, então, encarar essas inovações educacionais como sendo parte de um processo de educação de qualidade para todos e respeitar a diversidade humana. O reconhecimento da diferença é o primeiro passo para a construção da sexualidade do surdo na comunidade ouvinte que o circula.
Mitos e Verdades
- Mito: a sexualidade da pessoa com deficiência mental é infantil ou inexistente
- Verdade: é importante investir na educação sexual da pessoa com deficiência, pois o desenvolvimento da sexualidade ao longo das diferentes fases da vida (infância, adolescência, idade adulta e avançada) deve ser entendido como um fenômeno que vai ocorrer para todas as pessoas, sejam deficientes ou não
Mito: Pessoas com deficiência são assexuadas não tem sentimentos, pensamentos e necessidades sexuais.
Mito: Pessoas com deficiência são hipersexuadas se eu desejo são incontroláveis, exacerbados.
Mito: Pessoas com deficiência são pouco atraentes, indesejáveis e incapazes para manter um relacionamento amoroso sexual.
Mito: Pessoas com deficiência não consegue usufruir o sexo normal e tem disfunções sexuais relacionadas ao desejo, a excitação e ao orgasmo
Mito: A reprodução para pessoas com deficiência é sempre problemática porque são pessoas estéreis geram filhos com deficiência ou não tem condições de cuidar deles
Surdez e relacionamentos: família, amigos e colegas
Por PAULA PFEIFER MOREIRA
Mais do que querer ser um membro produtivo da sociedade, a pessoa com deficiência auditiva deve querer ser um membro produtivo da sua própria família. As perdas que a deficiência auditiva causa nos relacionamentos podem ser irreversíveis se os envolvidos fingem que nada está acontecendo.
Existe uma diferença brutal entre efetivamente precisar de ajuda e não se esforçar para fazer as coisas sozinho. Se você pode se comunicar melhor com os seus usando a tecnologia, porque não fazê-lo? Isso é uma demonstração não só de amor e carinho, mas de respeito e consideração com aqueles que se importam conosco.
RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL E COLETIVA
Eu sei (bem) que às vezes focamos tanto em como nos sentimos por causa da surdez que nem paramos para pensar em como aqueles que amamos se sentem. A função deles não é só ‘aceitar, aguentar e compreender‘. Imaginem como seria se cada vez que você disser ‘não estou a fim de usar meu aparelho auditivo’ seus parentes responderem ‘e nós não estamos a fim de repetir as coisas dez vezes’.
O mundo, infelizmente, não gira em torno daqueles que não ouvem, lamento informar. A própria palavra acessibilidade diz respeito a dar a uma pessoa as ferramentas necessárias para que ela seja independente, não? Podemos fazer o seguinte paralelo: imaginem se uma pessoa que usa cadeira de rodas dissesse ‘hoje não estou a fim de usar minha cadeira, vocês tratem de me carregar no colo’. Seria um choque, não? E por que não é um choque quando alguém que é ajudado a ouvir por aparelhos auditivos se recusa a usa-los?
Depois de quase cinco anos como usuária de implante coclear pude compreender melhor tudo o que causei de ruim aos meus relacionamentos familiares pela minha relutância de encarar a surdez de frente durante tantos anos.
Transformei a família inteira em robôs condicionados a servir à minha deficiência auditiva sem perceber. Hoje fico feliz de ver que todos voltaram a ter o comportamento que sempre deveriam ter tido se eu tivesse me esforçado mais para ouvir quando podia usar meus aparelhos auditivos para isso.
Ouvindo artificialmente me tornei uma ‘ouvinte’ que quase não tem paciência com aqueles que tiveram 32 anos de paciência incondicional comigo.
Por isso, se me permitem, reforço o que já disse: prestem extrema atenção às perdas que a perda auditiva causa nos nossos relacionamentos quando fingimos que ela não existe. Esse não é um problema que se varre para debaixo do tapete pois ele não desaparece sozinho. Tenha com os outros o respeito que gostaria que eles tivessem com você. 🙂
Pensei em algumas problemáticas bem comuns, me digam se concordam comigo e complementem aquelas que esqueci, por favor.
IRMÃOS
- O irmão ouvinte acaba quase sempre deixado um pouco de lado, afinal, ele ouve
- O irmão ouvinte acaba tomando para si a responsabilidade proteger o irmão surdo
- Os pais colocam no filho ouvinte uma carga de responsabilidade exagerada
- O irmão ouvinte acaba sendo também melhor amigo, intérprete, babá, protetor e não dá atenção à sua própria vida
- O irmão que não ouve acaba se acomodando no papel de ser aquele que precisa de ajuda e não faz grande esforço para interagir sozinho com outras pessoas
PAIS
- Proteção excessiva com o filho surdo
- Tom de voz fica mais alto e nem percebem
- Agressividade desnecessária com estranhos que falam sobre a deficiência do filho
- Falta de cuidado com a própria vida por viverem em função do filho que não escuta
- Casal pode se distanciar por ficar tão centrado no problema do filho
- Filhos com deficiência auditiva podem criar uma relação de eterna dependência dos pais quando não são forçados a se virar sozinhos
- Pais não conseguem cortar o cordão umbilical nem mesmo quando os filhos já são adultos
CÔNJUGES
- Quando o cônjuge que não ouve finge que o problema não existe, é um fardo muito pesado para o cônjuge ouvinte
- Comunicação do casal fica comprometida
- Vida social do casal começa a desaparecer
- Vida sexual é afetada (retração/vergonha do cônjuge que não ouve; fazer sexo usando AASI e IC não é tarefa das mais simples, é preciso jogo de cintura e bom humor)
- Marido/esposa de repente se vê na condição de pai/mãe daquele que não ouve
- Cônjuge ouvinte vive angustiado por medo das situações perigosas que o cônjuge surdo pode enfrentar no dia-a-dia
- Intimidade prejudicada: acabam os sussurros ao pé do ouvido, acaba a espontaneidade nas declarações de amor
- Frustrações são despejadas sem dó nem piedade naquele que ouve
- Os amigos e colegas relatam para o ouvinte as situações bizarras/vergonhosas na qual o cônjuge surdo se envolve – como conversar com ele sobre isso?
- Quando a pessoa se nega a usar AASI/IC por teimosia está colocando responsabilidade extra nos ombros daquele que ouve
- Eterno ‘pisar em ovos’ quando a pessoa que não ouve vive em negação
COLEGAS DE TRABALHO
- O colega que não ouve às vezes acaba sendo ‘poupado’
- Colegas ouvintes precisam estar sempre ‘salvando’ o que não ouve
- DA que deveria usar AASI e não usa por teimosia no trabalho está prejudicando suas perspectivas profissionais
- Quando é uma empresa que utiliza demais o telefone o DA fica eternamente dependente dos favores de algum colega
- Chefia percebe nitidamente se o DA está empenhado em se adaptar à sua nova condição ou se está acomodado no papel de coitadinho
- O DA que usa AASI mas morre de vergonha do fato causa constrangimento no local de trabalho – esse fato deve ser tratado com naturalidade pelo próprio DA
AMIGOS
- Isolamento
- Falta de interação = piora significativa na qualidade das relações de amizade
- Os amigos não sabem como ajudar pois o DA não explica – as pessoas não são videntes ou sensitivas
- Quando o DA não conta que não ouve, muitas vezes os amigos acham que ele se tornou um mal educado/esnobe do dia para a noite
- Cuidar para não transformar um amigo ouvinte em bengala emocional, mesmo sem a intenção de fazer isso
FILHOS
- Esperar que os filhos se tornem pais dos próprios pais
- Sem perceber, ‘escravizar’ uma criança/adolescente que deve ter vida própria
- Incutir culpa constante nos filhos, eles não têm culpa se você não ouve e não devem ser massacrados por isso
- Esperar ajuda e presença constante dos filhos
O que você ensina para seu filho quando mostra a ele que sente vergonha da sua própria deficiência?
E aí, o que vocês acham? Concordam? Têm algo a acrescentar? Penso que nós devemos assumir nossa responsabilidade perante a nossa surdez para minimizar todos os danos que ela causa e pode causar aos nossos relacionamentos. Afinal, se queremos tanto ouvir, é para nos comunicarmos e nos relacionarmos melhor com as pessoas à nossa volta, não?
Fonte: Crônicas da Surdez
Em meio à pandemia, cresce novamente o número de denúncias de violência contra pessoas com deficiência
Levantamento do Centro de Apoio Técnico (CAT) da 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência, em São Paulo, releva que o número de atendimentos, que havia caído de 136 em janeiro para 30 em abril, voltou a subir, assim como o montante de Boletins de Ocorrência. Segundo o documento, em maio, foram 109 pessoas atendidas, presencial ou remotamente. Em junho, foram 134. Em relação aos Boletins de Ocorrência, foram registrados 12 em abril, 10 em maio e 17 em junho.
Para Cleyton Borges, supervisor do Centro de Apoio Técnico (CAT) — que é gerido pelo Instituto Jô Clemente (antiga Apae de São Paulo) –, esses números refletem um cenário preocupante. “Nós percebemos que no início da quarentena houve uma queda considerável no número de atendimentos por conta do isolamento social, que impediu que as pessoas com deficiência pudessem vir até a delegacia ou entrar em contato para denunciar casos de violência. Agora, com a flexibilização da quarentena, mais pessoas estão nos procurando, tanto em atendimentos remotos como em atendimentos presenciais”, diz.
A supervisora do Programa Jurídico-Social do Instituto Jô Clemente, Luciana Stocco, explica que durante os primeiros meses da pandemia, muitos casos de violência não foram observados em razão do isolamento. “A pandemia tirou as pessoas com deficiência da escola, do trabalho e de outros lugares que costumavam frequentar, pela necessidade de ficarem em casa para se protegerem do novo coronavírus. Com isso, muitos casos de violência que acontecem em casa, por exemplo, não foram observados por professores, psicólogos, colegas, entre outros grupos”, comenta. Segundo ela, “muitas vezes, as denúncias surgem após observação de pessoas com as quais eles convivem fora de casa. Sem essa convivência, a violência continua acontecendo, mas não é notada”, afirma. Este mês, o Instituto Jô Clemente, em parceria com o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD), lançou uma campanha nas redes sociais para informar a população sobre a importância de se denunciar a violência contra pessoas com deficiência.
Para a titular da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Célia Leão, “precisamos entender que o cenário no planeta hoje é outro. A América Latina, Brasil e Estado de São Paulo também fazem parte desse contexto”. Segundo ela, “os problemas aumentaram e as ações têm que ser reinventadas. O número de denúncias de violência contra pessoas com deficiência aumentou, assim como de forma geral contra as mulheres, e isso também se refletiu nas mulheres com deficiência”, diz a secretária.
A psicóloga do Instituto Jô Clemente, Daniela Farias, que atua na equipe de atendimento do Centro de Apoio Técnico, afirma que “parte da população acredita que a violência só acontece quando deixa marcas, mas não é só isso. Violência é toda forma de agressão, seja, psicológica, patrimonial, sexual, física ou violação de direitos humanos. Quando falamos em pessoas com deficiência não podemos esquecer que o ambiente familiar, o mesmo que promove o cuidado, pode por vezes propiciar situações de violências, devido à ausência de uma política de cuidado que acaba sobrecarregando a família”, explica.
Disque 100
Em 2019, o Disque Direitos Humanos (Disque 100), coordenado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, registrou 12,9 mil denúncias de violências praticadas a pessoas com deficiência em todo o país. Esse número representa um aumento de 9% em relação ao ano anterior. Segundo o levantamento, apresentado pelo Ministério em 4 de junho, o agressor é, na maioria das vezes, alguém do convívio familiar ou próximo da vítima, sendo 29% das violências praticadas por um irmão, 17% por filho, 11% pela mãe e 7% pelo pai. O documento mostra ainda que 54% das vítimas são do sexo feminino e 46% do sexo masculino, sendo a maior parcela (58%) com deficiência intelectual. Pessoas com deficiência física agredidas somam 19%.
“Precisamos que a sociedade ajude a denunciar qualquer tipo de violência contra as pessoas com deficiência, principalmente porque é comum que essas pessoas encontrem barreiras para denunciar o que ocorre com elas, infelizmente”, comenta Cleyton. “Além disso, é preciso que o poder público trabalhe cada vez mais no combate a qualquer tipo de violência”, finaliza.
“O trabalho conjunto da 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência, junto com o Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, busca conter essa violência com ações concretas, como o novo ‘Programa Todas in-Rede’ no combate à violência contra a mulher com Deficiência e o Centro de Apoio Técnico (CAT) com profissionais capacitados para acompanhar de perto os casos que requererem maior atenção”, finaliza a secretária Célia Leão.
Além do Disque 100, existem outros que podem ser usados para se fazer uma denúncia:
- Disque 180: serviço telefônico de recebimento de denúncias de violência doméstica;
- Conselhos Tutelares: órgãos responsáveis por receber e encaminhar denúncias de violência contra crianças e adolescentes;
- Delegacia Eletrônica: acessar pelo site www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br. A denúncia pode ser feita no campo ‘Outras Ocorrências’ ;
- 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência: durante o período da pandemia, a 1ªDDPD está atendendo, presencialmente, pessoas com deficiência, vítimas de homicídio, sequestro, estupro e violência doméstica. A delegacia está localizada na rua Brigadeiro Tobias, 527 – Luz – São Paulo/SP, e conta com números de telefone para contato: WhatsApp para pessoas com deficiência, exceto pessoas surdas: (11) 99918-8167 / WhatsApp exclusivo para pessoas surdas (com Intérprete de Libras): (11) 94528-9710 / Telefone fixo: (11) 3311-3380;
Sobre o Instituto Jô Clemente
O Instituto Jô Clemente é uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que há 59 anos previne e promove a saúde das pessoas com deficiência intelectual, além de apoiar a sua inclusão social e a defesa de seus direitos, produzindo e disseminando conhecimento. Atua desde o nascimento ao processo de envelhecimento, propiciando o desenvolvimento de habilidades e potencialidades que favoreçam a escolaridade e o emprego apoiado, além de oferecer assessoria jurídica às famílias acerca dos direitos das pessoas com deficiência intelectual. Pioneiro no Teste do Pezinho no Brasil e credenciado pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Triagem Neonatal, o Laboratório do Instituto Jô Clemente é o maior do Brasil em número de exames realizados. Por meio do CEPI – Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Jô Clemente, a Organização gera e dissemina conhecimento científico sobre deficiência intelectual com pesquisas e cursos de formação. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 5080-7000, pelo site www.ijc.org.brFonte: Revista Reação
Após mobilização da sociedade, governo declara em nota que vai rever proposta de alteração da Lei de Cotas
Proposta com a assinatura do presidente Jair Bolsonaro junta a população com deficiência e egressos do sistema de acolhimento institucional no mesmo grupo para inclusão no trabalho, além de alterar ECA, FIES, PROUNI e outras legislações. Pasta afirma que a Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência solicitou a retirada do trecho que trata das cotas. 

















